Foto: Frutos Secos Torres Novas

A Feira Nacional dos Frutos Secos regressa a Torres Novas entre 1 e 5 de outubro, numa 39.ª edição que pretende valorizar o setor e afirmar o figo preto como produto identitário do concelho, anunciou hoje a Câmara Municipal.

O certame, promovido pelo município e realizado desde 1985, volta a ocupar a Praça 5 de Outubro e a Praça dos Claras, no centro histórico da cidade, reunindo expositores de frutos secos e derivados, artesanato e produtos alimentares, além de restauração e animação.

A autarquia apresenta Torres Novas, no distrito de Santarém, como “Capital dos Frutos Secos” e aponta como objetivos da iniciativa a dinamização e dignificação do setor, a preservação dos saberes e sabores associados a estes produtos e a promoção turística e económica do concelho.

Entre as prioridades da 39.ª edição está a valorização do figo preto de Torres Novas como produto “diferenciador” e elemento da “identidade” local, num território onde a produção de figo tem profundas raízes históricas.

A expansão dos figueirais ocorreu sobretudo no início do século XX, depois de os prejuízos provocados pela filoxera na viticultura terem contribuído para a reconversão de terrenos agrícolas, desenvolvendo-se uma produção que se articulava com outras culturas, como a amêndoa, a noz e a uva destinada a passa.

Entre as variedades tradicionalmente associadas ao concelho destacam-se o figo preto de Torres Novas e o pingo de mel, mantendo-se o primeiro como um dos elementos centrais da feira.

O programa deste ano inclui, no dia 3, o Concurso de Doçaria “Figo Seco de Torres Novas”, enquanto nos dias 4 e 5 estão previstos ‘showcookings’ com Martilicious e Bruna Simões, respetivamente.

Jogos tradicionais, teatro e música itinerantes, magia, estátuas vivas e folclore integram também a programação, que inclui concertos de Mário e Hélio, Nuno Norte, Casual Meetings, Teresa Tapadas e José Paiva Acústico.

A feira pretende ainda recriar momentos etnográficos ligados à cultura rural e transmitir conhecimentos e tradições associados à produção, transformação e consumo dos frutos secos.

Ao longo das suas quase quatro décadas, o certame passou por diferentes localizações, tendo regressado em 2015 ao centro histórico, num modelo de entrada gratuita que procura reforçar a ligação à comunidade e ao património urbano.

A edição deste ano terá cinco dias, mais um do que em 2025, quando a feira decorreu entre 2 e 5 de outubro e reuniu cerca de 80 expositores de frutos secos e derivados, artesanato e produtos alimentares.

A 39.ª Feira Nacional dos Frutos Secos tem entrada gratuita e funciona entre as 18h00 e as 24h00 nos dois primeiros dias, das 11:00 às 24:00 no fim de semana e entre as 11h00 e as 21h00 no último dia.

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