Aos 65 anos, o Festival Celestino Graça chega a uma nova edição com a dimensão de um dos mais importantes encontros de cultura popular e tradicional realizados em Portugal, mas sem margem para facilitismos. Ludgero Mendes assume que chegou o tempo de consolidar, mais do que inventar, num projecto que obriga o Grupo Académico de Danças Ribatejanas a encontrar todos os anos mais de 35 mil euros para assegurar cerca de metade dos custos da organização.

Entre 1 e 6 de Setembro, Santarém volta a receber grupos de cinco países e uma programação que há muito ultrapassou as fronteiras do folclore, mas o presidente do Grupo Académico olha para além do Festival. Alerta para o património etnográfico que continua a perder-se, defende a criação em Santarém de um Museu Agrícola e Etnográfico do Ribatejo e não poupa críticas à política cultural do país, considerando “miserável” o investimento público na Cultura.

Numa entrevista ao Correio do Ribatejo, Ludgero Mendes fala ainda das ameaças que persistem sobre o folclore, critica quem o desvirtua por falta de conhecimento e deixa um aviso aos dirigentes associativos: os apoios são escassos, mas “as árvores das patacas já acabaram há muito tempo”.

Santarém volta a receber mais uma edição do Festival Celestino Graça – A Festa das Artes e das Tradições Populares do Mundo, entre os dias 1 e 6 de Setembro, na Casa do Campino. Que novidades vamos ter nesta 65.ª edição?

Em bom rigor não trazemos grandes novidades para esta edição, porque é inviável manter o ritmo das últimas edições em que anualmente apresentávamos um projecto novo. Agora é o tempo de consolidar os projectos em curso, nomeadamente a Mostra de Instrumentos Musicais Tradicionais “Sons Autóctones – Sons da Memória”, que este ano regista a sua terceira edição, e o projecto “Ribatejo em Pessoa – Identidade e Memória”, que este ano terá a sua segunda edição. Tudo carece de um certo tempo de amadurecimento. Inclusivamente, tencionávamos iniciar este ano o Festival do Petisco Ribatejano, de que em 2025 apresentámos uma edição zero, mas que ainda não vamos desenvolver agora, ao contrário do que desejávamos. O dinheiro está muito caro e não podemos dar o passo mais largo do que a perna… Porém, o que podemos assegurar é que o programa do Festival reúne um nível de qualidade superlativo. E esta é a nossa grande aposta desde sempre. Manter, desenvolver, consolidar e projectar as estruturas que possam garantir o futuro. 

Em comunicado recente, a organização refere que a edição deste ano consolidará um novo ciclo na história do festival e constituirá uma homenagem aos grupos organizadores, no ano em que assinalam o seu 70.º aniversário. Que portas se abrem nesse novo ciclo que anunciam?

Aí está um pouco da justificação para termos de refrear o nosso ímpeto inovador. Os Grupos Infantil e Académico de Santarém já alcançaram um patamar de representação muito significativo. Por melhor que possamos estar, nunca nos sentimos satisfeitos, pois queremos continuar a fazer mais e melhor. Estamos agora a desenvolver o processo de atribuição do Estatuto de Utilidade Pública, que no nosso entendimento faz jus ao nosso historial, tão prestigiado a nível nacional e internacional, e depois teremos de apostar na consolidação do próprio Grupo Académico de Danças Ribatejanas como uma das associações referenciais ao nível do folclore português, sustentado num Plano de Actividades tão vasto e tão diversificado como é o nosso, e que, modestamente, não tem muitos congéneres em Portugal. Portanto, tendo assegurado uma estrutura que permite garantir uma certa tranquilidade à organização do Festival Celestino Graça, queremos agora consolidar a imagem do Grupo Académico como um exemplo de boas práticas na defesa e na valorização do património cultural imaterial no nosso país. Não é tarefa fácil, mas se um homem não sonhar, a obra nunca nasce…  

Continuamos a apostar na concretização de um projecto museológico dedicado à etnografia ribatejana, o que bem se justifica numa cidade como é Santarém, tantas vezes referenciada como “Capital da Agricultura” portuguesa, cenário da Feira Nacional de Agricultura cujo desenvolvimento também corresponde à evolução das práticas agrícolas, nomeadamente com a introdução da mecanização na agricultura. Ainda há tanto património a perder-se e Santarém não está a aproveitar estes últimos anos em que é possível constituir esse tal Museu Agrícola e Etnográfico do Ribatejo. É, por enquanto um sonho, talvez possa ser uma obra a concretizar por quem vier a seguir.

Mas, acha que há condições para fazer esse tal Museu?

Sim, há milhares de peças nas mãos de particulares, que, isoladamente, têm pouca expressão, e que até em muitos casos não estão a ser devidamente salvaguardados, mas se fossem aproveitados para uma obra colectiva, seria uma maravilha.

Que Grupos de folclore internacionais vão marcar presença no Festival?

Nesta edição contamos com cinco grupos folclóricos estrangeiros que permanecerão em Santarém uma semana. São grupos de excelente qualidade técnica e artística oriundos do Brasil, da Costa Rica, da Grécia, de Itália e da Lituânia, que emprestarão um brilhantismo extraordinário às Galas de Folclore na Casa do Campino. São grupos que têm atrás de si uma trajectória internacional impressionante com presenças em alguns dos mais importantes festivais a nível mundial. Estamos muito felizes por havermos conseguido estes grupos, tão bons e tão diferentes entre si.   

Nestas coisas da organização de Festivais Internacionais de Folclore o factor sorte também é muito importante. Muitas vezes idealizamos um conjunto de países que se nos afiguram do maior interesse cultural e artístico, e por isso os convidamos, mas por uma ou por outra razão não é possível concretizar essas presenças, ou porque o grupo não consegue vistos para entrar no nosso país, ou porque lhe falham os financiamentos e, à última hora, declinam a sua participação. E então, tudo o que estava perfeito em termos de concepção, falha. Lá teremos de encontrar as soluções possíveis para cumprir os regulamentos do CIOFF – cinco países estrangeiros e cinco dias de festival.

Este ano tivemos um caso que não conseguimos superar, que foi com o Grupo do Quénia, que um ano mais não conseguiu obter vistos, e tivemos de optar por outro país. Com muita sorte, conseguimos trazer um grupo do Brasil, e talvez este grupo seja o mais forte do Festival. Lá está, também é preciso ter sorte…

O Festival continua a realizar exibições descentralizadas no distrito, nomeadamente em Abrantes e em Almeirim. Tem sido uma aposta ganha?

Sim, tem sido muito bom, porque com maior escala é possível valorizar a oferta e proporcionar um festival ainda maior. Nesse sentido já estamos a colaborar com o Rancho da Região de Leiria que, desde o ano passado, ali realiza a Gala Internacional de Folclore “POVUS” no último sábado de Agosto, na qual participam três grupos estrangeiros cedidos pelo Festival Celestino Graça. Em rede, quando há confiança entre as partes, torna-se mais fácil superar as muitas dificuldades com que nos defrontamos.

Não descartamos a possibilidade de começar a receber os Grupos estrangeiros três dias mais cedo e aproveitar o primeiro fim-de-semana para realizarmos Galas de Folclore noutras localidades vizinhas, o que nos permitirá incrementar mais algumas receitas, posto que este Festival representa um investimento muito expressivo.

Hoje em dia, aquele que começou por ser “apenas” um Festival, transformou-se num vasto evento com outros atractivos, em cada um dos dias da sua programação geral. O que vamos ter este ano?

Sim, cada vez mais o Festival Celestino Graça – A Festa das Artes e das Tradições Populares do Mundo se impõe como um evento sócio-cultural multidisciplinar e que se ufana de oferecer à população do Ribatejo uma programação vastíssima e de muita qualidade.  

O Festival Internacional de Folclore “Celestino Graça” será sempre a âncora deste evento, com os três espectáculos de sexta-feira, sábado e domingo. Mas, para além destes espectáculos temos uma grande diversidade de actividades, nomeadamente a Mostra de Instrumentos Musicais Tradicionais “Sons Autóctones – Sons da Memória”, o projecto “Ribatejo em Pessoa – Identidade e Memória”, o Fandangando, uma exposição de cartazes do festival, uma exposição-venda de artesanato, a demonstração de jogos tradicionais, uma Gala Solidária, dedicada às crianças e aos mais idosos da nossa região, ateliês de danças, que realizamos no CES da Fonte Boa e na APPACDM de Santarém, um espectáculo de acordeão,  a apresentação das secções artísticas da APPACDM, uma Gala de Fado no Ribatejo, com fadistas de muito renome, entre os quais os escalabitanos Joana Amendoeira e Eduardo d’Almeida, e temos, como não poderia deixar de ser, uma tasquinha com a excelente gastronomia ribatejana. Quem quiser pode chegar à Casa do Campino à tarde e sair de lá depois da meia-noite. Por isso lhe chamamos “FESTA”!

O Festival Celestino Graça cresceu, diversificou-se, valorizou-se através da sua realização autónoma. É esse o caminho para a auto-sustentação deste Festival? Que apoios tem recebido? São suficientes?

Sim, não temos dúvida. Se em 1995 não tivéssemos tido a ousadia de assumir a realização do Festival autonomamente, embora contando com o apoio da Câmara Municipal, é claro, o Festival tinha morrido em 1994, quando já não se realizou no seio da Feira do Ribatejo, porque o CNEMA não honrou o protocolo que havia celebrado em 1991 com o Grupo Académico. Ainda mantivemos os espectáculos no CNEMA, alugando-lhes o Auditório, mas é certo que tínhamos conforto para o público, mas não tínhamos receitas.

O apoio da Câmara era e continua a ser supletivo, cobrindo cerca de 50% das despesas, e o Grupo Académico tem de angariar o restante, e não estamos a falar de pouco dinheiro, estamos a falar de mais de 35 mil euros que temos de conseguir arranjar para pagar a toda a gente. A mudança do Festival para a Casa do Campino foi a materialização de uma estratégia para alcançar a sustentabilidade necessária para um projecto desta grandeza.

Note-se que o Grupo Académico é uma associação cultural sem fins lucrativos, que praticamente não tem receitas da sua actividade principal, pois os festivais em que participamos são em regime de intercâmbio e são escassas as actuações em que cobramos algum valor, para além das despesas de transporte.

Hoje, apesar de termos de contar todos os cêntimos e de termos uma tremenda parcimónia na assumpção de custos, temos alguma estabilidade que advém da forma como conseguimos estruturar o Festival. Mas, não nos podemos distrair porque o equilíbrio ainda está muito ténue. 

Uma organização desta grandeza exige muito esforço e muita gente a trabalhar…

Sim, sem dúvida. Em bom rigor, a organização do Festival Celestino Graça ocupa-nos o ano inteiro, embora durante um mês o trabalho seja praticamente diário. Temos de montar todas as estruturas necessárias na Casa do Campino, montagem de camarins para os Grupos, palco e cenários, adaptar o Salão a sala de refeições, onde durante uma semana servimos quase quatro mil refeições, confeccionadas e servidas por nós, solicitar a cedência de carrinhas de transporte e alugar autocarros para as deslocações dos Grupos para cumprimento do respectivo programa, manter diariamente em óptimas condições de higiene a Casa do Campino, encontrar soluções de alojamento para todos os Grupos – teremos cerca de 150 pessoas a dormir uma semana em Santarém, para além de todo o trabalho burocrático e promocional que é preciso fazer. Enfim, é uma grande labuta, o apoio dos voluntários é muito bom, mas começa a ser escasso. Mas, uma coisa é muito significativa, é que todos os que trabalham fazem-no por gosto e com muita paixão, pois, se assim não fosse seria impossível uma associação assumir este compromisso. 

Há já alguns anos o Festival fundou uma ‘Liga de Amigos’ com o objectivo de fidelizar públicos e receitas. Essa ideia foi conseguida? Tem sido fácil encontrar instituições e empresas que apoiem o Festival?

O objectivo de aproximar o público do Festival foi amplamente conseguido, pois os nossos “Amigos” sentem-se mais envolvidos na essência do certame. No entanto, no plano financeiro o resultado não é assim tão significativo. Quando criámos a Liga dos Amigos os espectáculos decorriam à porta aberta e, deste modo, a adesão de Amigos à Liga garantia-nos alguma receita, no entanto quando tivemos de começar a cobrar ingressos, senão o Festival não resistiria financeiramente, esse impacto diluiu-se, porque os Amigos continuam a pagar a dar o seu contributo, mas em contrapartida têm acesso gratuito aos espectáculos. No entanto, convém salientar que temos alguns Amigos muito generosos e, esses sim, dão-nos um valioso contributo. 

A Liga continua a justificar-se, mas deveremos reflectir melhor sobre o seu funcionamento. Mas, foi um sinal muito positivo de bons Amigos que nos quiseram ajudar numa altura de ainda maiores dificuldades e isso não poderemos esquecer. Como costumo dizer, somos pobres, mas não somos ingratos.

 

O Folclore, enquanto património e expressão cultural, está salvaguardado? Ou esse trabalho está em permanente construção?

Qualquer bem patrimonial nunca está completamente salvaguardado, pois está sujeito a muita degradação e a muita manipulação. No caso concreto do Folclore as ameaças são constantes, o que exige muita atenção por parte das entidades responsáveis, nomeadamente a Federação do Folclore Português, mas outrossim das associações que se devotam à pesquisa, ao estudo, à preservação e à divulgação deste património etnográfico e folclórico.

O melhor meio de exercer a necessária salvaguarda é promover o conhecimento, e, infelizmente, constatamos que há ainda muita ignorância em torno desta temática. Há muito boa gente que se proclama folclorista e que não tem a mínima noção do que é Folclore e do que é necessário fazer para o conhecer e para o salvaguardar.

O caso mais flagrante são os grupos ditos folclóricos que continuam a utilizar indumentárias completamente desajustadas, reportórios inventados e a terem uma prática pouco dignificante, o que contribui para que a percepção pública do folclore seja muito distorcida.

Para superar este estado de coisas seria muito importante que as autarquias tivessem uma atitude rigorosa na atribuição de apoios, discriminando positivamente os Grupos que têm uma prática dedicada ao estudo, à defesa e à divulgação deste património, em vez de apoiarem da mesma maneira quem faz bem e quem faz mal. A Câmara de Santarém, felizmente, tem tido esta atitude, sem deixar de apoiar todas as Associações, mas conseguindo maximizar o seu apoio a quem, de facto, está a trabalhar mais e no melhor sentido.

O Folclore ainda é o ‘parente pobre’ da Cultura em Portugal?

Se formos a ver toda a gente, todos os sectores, se sentem mal tratados. E reconheço que o apoio dado à cultura em Portugal é miserável. Note-se que a despesa consolidada para o programa orçamental da Cultura inscrita no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) se fixou em 638,1 milhões de euros, o que representa cerca de 0,26% da despesa total do Estado. Há décadas que os agentes da Cultura pugnam pela meta de 1% do OGE, mas ainda estamos muito longe de o conseguir.

Os Governos não apostam na fruição cultural da população portuguesa, excepto nos discursos de circunstância, e para além disso os titulares do Ministério da Cultura têm sido personalidades menores dos respectivos partidos políticos. Longe vão os tempos de um Francisco Lucas Pires como ministro da Cultura… Os últimos ministros da Cultura têm sido pessoas pouco comprometidas com o sector.

Ora, se isto acontece de uma forma geral com a Cultura, como é que não há-de acontecer com o Folclore, sector onde a massa crítica e a capacidade de potenciação da sua importância é muito pouco relevante.

A actual Direcção da Federação do Folclore Português, que é constituída por gente jovem e muito bem preparada academicamente, tem feito um esforço titânico para que o Folclore seja visto com olhos de ver pelo Presidente da República, pelo Governo e pelas Autarquias, mas é uma tarefa que não tem sido fácil e cujos resultados são muito frustrantes.

Porém, recuso-me a considerar o Folclore como um parente pobre da nossa Cultura, porque os próprios dirigentes associativos têm de aprender a aproveitar as oportunidades que vão surgindo, em igualdade de circunstâncias com todos os demais sectores da Cultura. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, e de igual modo as demais CCDR no país, e a Fundação INATEL, por exemplo, promovem anualmente programas de apoio aos agentes culturais não profissionais, que podem ajudar quem se candidate a estes programas. Agora, como tudo na vida quem tem unhas é que toca viola. Nós não nos poderemos queixar se não fizermos de forma competente o nosso trabalho. Essa é a recomendação que dou a todos os dirigentes associativos, que não desistam antes de trabalhar. As árvores das patacas já acabaram há muito tempo… E não resolve nada andarmos sempre a choramingar se não fizermos bem o nosso papel.

Que mensagem final, em jeito de convite, quer deixar aos nossos Leitores e a quem visite Santarém na primeira semana de Setembro?

Bem, desde logo desejar que se sintam bem na nossa cidade e na nossa região, que tem tanta coisa bonita e boa para desfrutar. Depois que usufruam da oferta cultural que a Cidade e a região oferecem. Já houve anos em que Santarém era um marasmo, tempo em que não acontecia nada. Agora, bem ao contrário, o que é difícil é escolher entre tanta e tão diversificada oferta.

No nosso caso concreto, Santarém pode orgulhar-se de apresentar um dos mais conceituados festivais do país na área da Cultura Popular e Tradicional, com a vantagem de associarmos a dimensão internacional, que proporciona uma possibilidade de conhecimento muito vasta do mundo em que vivemos.

O Festival Celestino Graça oferece-lhes um tempo e um espaço de fruição cultural, que permite a degustação gastronómica regional e assistir a espectáculos de elevada qualidade técnica e artística. Cada vez mais não é preciso saber a que horas começa este ou aquele espectáculo, porque há sempre que fazer na Casa do Campino durante a grande Festa das Artes e das Tradições Populares do Mundo. 

A Casa do Campino é um espaço maravilhoso na afirmação da nossa identidade cultural, onde todos serão muito bem-vindos! Uma vasta equipa de amigos e de voluntários junta-se todos os anos para prestar homenagem a uma figura incontornável do Ribatejo, Celestino Graça, e a tanta gente boa que o coadjuvou ou seguiu nesta caminhada, ao mesmo tempo que proporciona momentos de muito agradável convivência em torno de coisas comuns que nos unem. Esperamos por Todos! 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Leia também...

Dois detidos por tráfico de droga em Salvaterra de Magos

O Comando Territorial de Santarém, através do Posto Territorial de Salvaterra de Magos deteve, no dia 26 de Dezembro, uma mulher de 40 anos…

GNR reforça fiscalização ao cumprimento de medidas em vigor

 A Guarda Nacional Republicana (GNR) iniciou na quinta-feira, 15 de Outubro, um reforço do patrulhamento e fiscalização ao cumprimento das normas e medidas associadas…

Almeirim recebe Festival Internacional de cinema em Novembro

A primeira edição do festival internacional de cinema “3in1 Film Fest” de Almeirim vai decorrer de 22 a 24 de Novembro e exibir 64…

Despiste contra uma casa em Abrantes provoca um ferido grave

Um acidente de viação provocou ontem um ferido grave na cidade de Abrantes, no distrito de Santarém, disse fonte do Comando Distrital de Operações…