O Festival Materiais Diversos ruma hoje do Cartaxo para Minde e Alcanena, para a última semana de programação, este ano marcada por conversas, partilha de experiências e espectáculos, muitos resultantes de residências artísticas no território.

“Caminhantes” é o evento que marca a transição do festival do Cartaxo, onde se iniciou no passado dia 05, para Minde e Alcanena, onde decorre a partir de hoje e até domingo.

“Esta caminhada, guiada por Carolina Cifras e Ana Trincão, é um momento de imersão em que um grupo de convidados profissionais da cultura em Portugal se juntam para pensar novas formas de se trabalhar as artes e a cultura no país”, afirma uma nota da Associação Materiais Diversos.

O “exercício de caminhar” vai dar origem à conversa “Seguiremos juntos por novos caminhos?”, sábado, no Centro de Ciência Viva do Alviela, “trazendo para a mesa reflexões e experiências individuais da caminhada”.

Também sábado, Terceira Pessoa apresenta “Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo”, no Auditório do Sindicato dos Curtumes, em Alcanena, um espectáculo que parte da “vivência de um lugar e das pessoas que o habitam” e dá a conhecer a vila através de testemunhos documentais, textos ficcionais e imagens novas ou de arquivo.

Na sexta-feira, às 13:30, na Escola Secundária de Alcanena, alunos do 12.º ano questionam-se sobre se “Outra cidadania é possível?”, no âmbito do projecto Futuricidade, abrindo a discussão com a pergunta “Haverá outro mundo depois deste?”, para abordar “as problemáticas ambientais que o planeta enfrenta”.

Numa outra conversa, esta agendada para sábado, no Espaço Jazz, em Minde (Alcanena), o Movimento Mira-Minde junta-se à discussão sobre “O que é isso da transição?”, para o debate de questões relativas à transição ecológica, sustentável e digital de um território.

A pesquisa sobre a bio-espeleologia da Serra de Aire e a interligação com o conto de Gabriel Tarde sobre uma civilização que se refugia dentro da Terra, depois de um fenómeno apocalíptico, resultou na instalação audiovisual “Subterrâneo”, uma criação de Bruno Caracol, que poderá ser visitada depois de uma visita ao Polje de Mira-Minde, agendada para a tarde de sábado.

No último dia, domingo, “o festival prepara um Piquenique comunitário num convite feito a todas as pessoas que se queiram juntar”, encerrando com o concerto de ritmos electrónicos da artista de Leiria Surma, no Coreto de Minde, afirma a nota.

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