O festival de música erudita ZêzereArts regressa ao Médio Tejo entre 13 de julho e 02 de agosto, para a 16.ª edição, com 15 concertos gratuitos em espaços históricos e patrimoniais da região, foi hoje anunciado.
Segundo informação divulgada hoje pela organização, o festival, que vai contar com a participação de cerca de 200 músicos, volta a levar música coral, sinfónica e de câmara a monumentos e espaços culturais dos concelhos de Tomar, Ourém, Ferreira do Zêzere e Batalha, reforçando a aposta na valorização do património histórico da região através da música.
Ao longo de três semanas, locais como o Convento de Cristo, em Tomar, o Mosteiro da Batalha, o Paço dos Duques de Ourém, o Teatro Municipal de Ourém e o Centro Cultural Alfredo Keil, em Ferreira do Zêzere, acolherão concertos protagonizados pelos diversos corpos artísticos do festival, entre os quais o Coro Sinfónico, a Orquestra Sinfónica Jovem e o Ensemble Vocal.
A programação reúne cerca de duas centenas de participantes, entre coralistas, cantores, solistas e jovens instrumentistas oriundos de vários pontos de Portugal e do estrangeiro, numa iniciativa que alia formação artística e apresentação pública de repertório.
Entre os destaques da edição encontra-se o concerto da Orquestra Sinfónica Jovem do Festival, marcado para 19 de julho, no Teatro Municipal de Ourém, que incluirá a interpretação da obra “Pedro e o Lobo”, de Sergei Prokofiev, sob direção de João Paulo Fernandes e com a participação do ator Paulo Pires como narrador.
Ainda no mesmo dia, o Convento de Cristo recebe a estreia no festival dos Holst Singers, coro de câmara britânico dirigido por Stephen Layton, que apresentará o programa “Uma Peregrinação Europeia”, reunindo obras de compositores como Felix Mendelssohn, Josef Rheinberger, Francis Poulenc, Henryk Górecki, Ēriks Ešenvalds, Cecilia McDowall e Gustav Holst.
Outro dos momentos centrais da programação será o programa coral-sinfónico apresentado em dose dupla, nos dias 24 e 25 de julho, no Mosteiro da Batalha e no Convento de Cristo, respetivamente. Sob direção de Brian MacKay, os concertos incluirão obras de Aaron Copland, Samuel Coleridge-Taylor e André J. Thomas.
Citado no comunicado, o diretor artístico do festival Brian MacKay, afirma que o ZêzereArts é “antes de tudo, um lugar de encontros – entre gerações, culturas e repertórios”, assinalando a 16.ª edição do evento.
“Em 2026, celebramos essa missão com obras que raramente se escutam em Portugal, e com uma comunidade artística cada vez mais diversa”, sustenta o maestro irlandês.
Também citado na nota de imprensa, Luís Pacheco Cunha, diretor artístico e pedagógico do festival, considera que os 16 anos do projeto demonstram que “a música transforma os lugares e que os lugares transformam a música”.
“Em 2026, voltamos a colocar essa convicção à prova, com uma programação que nos orgulha profundamente”, acrescenta.
A programação integra ainda concertos de música de câmara, apresentações dos alunos dos cursos de verão e uma gala de encerramento, marcada para 02 de agosto, na Igreja de Areias, em Ferreira do Zêzere, com a Orquestra Sinfónica do Festival dirigida por Brian MacKay.
Paralelamente à atividade artística, o festival mantém a vertente pedagógica que o caracteriza desde a fundação.
A Orquestra Sinfónica Jovem lançou este ano um concurso para atribuição de cinco bolsas integrais destinadas a jovens instrumentistas interessados em interpretar os papéis solistas de “Pedro e o Lobo”, permitindo aos selecionados integrar o estágio de verão e participar no concerto final em Ourém.
Fundado em 2010 e promovido pela Musicamera Produções, o ZêzereArts afirma-se como uma plataforma de formação e projeção de jovens músicos em início de carreira, reunindo anualmente estudantes, professores e intérpretes profissionais de vários países.
A apresentação oficial da programação da edição de 2026 está agendada para 30 de junho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Tomar.
