A 19.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Santarém arrancou esta segunda-feira, no Teatro Sá da Bandeira, com uma programação alargada a sete dias e uma proposta que volta a cruzar cinema, território, ruralidade, alimentação e reflexão social. Francisco Noras, da organização do FICS, destaca como grande novidade deste ano “a extensão na duração do festival”, que permite trazer a Santarém novas abordagens temáticas, da cultura do azeite à lã, passando pela causa palestiniana e por uma competição nacional repartida por quatro sessões ao longo da semana.
“Queria convidar todos a participarem na 19.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Santarém”, apelou Francisco Noras, sublinhando que o festival apresenta este ano “novos sabores” e uma programação que mantém a matriz identitária do FICS: olhar o mundo rural, a terra e as comunidades através do cinema.
A edição de 2026 decorre até 31 de Maio e recebeu 276 candidaturas de 47 países, segundo informação da organização reunida no documento de enquadramento do festival. O FICS reforça este ano a ligação ao público escolar, às temáticas agrícola e ambiental e à reflexão sobre soberania alimentar, ruralidade e comunidade.
Entre os destaques da programação, Francisco Noras aponta a sessão especial “Cinema à Mesa”, marcada para domingo, 31 de Maio, no Mercado Municipal de Santarém. A iniciativa, aberta ao público, realiza-se ao meio-dia e propõe um encontro entre cinema e gastronomia, com a exibição de duas curtas-metragens sobre gastronomia do realizador Pedro Peira.
“Este ano destaco uma sessão especial do Cinema à Mesa no Mercado Municipal, que nos abriu portas. É uma sessão aberta ao público, com duas curtas-metragens sobre gastronomia do realizador Pedro Peira. Convido todos a participarem no dia 31 de Maio, domingo, da parte da manhã, ao meio-dia, para apreciar cinema e gastronomia”, afirmou Francisco Noras.
Com sessões concentradas no Teatro Sá da Bandeira e iniciativas paralelas noutros espaços da cidade, o festival assume-se novamente como uma plataforma de encontro entre criadores, espectadores, investigadores e comunidade, usando o cinema como ponto de partida para discutir o território, os modos de vida rurais, a alimentação e os desafios contemporâneos.
