A Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo regressa ao CNEMA, em Santarém, entre 6 e 14 de Junho, com os pequenos frutos como tema central e com a organização a assumir uma edição de casa cheia, tanto na componente profissional como na programação dirigida ao grande público. 

A apresentação oficial da FNA 26, realizada esta segunda-feira, 18 de Maio, confirmou uma feira que volta a cruzar a montra agrícola nacional com a identidade ribatejana, a presença crescente dos municípios, a gastronomia, a pecuária, a maquinaria, o debate técnico e uma aposta reforçada na captação dos públicos mais jovens.

Luís Mira, responsável do CNEMA, não escondeu a expectativa. “Vai ser uma grande feira”, afirmou, justificando a convicção com a forte adesão dos expositores, a lotação das naves e a dinâmica prevista para os nove dias do certame. “Do ponto de vista dos expositores vai ser uma grande feira. E espero que isso leve a que os visitantes também venham”, disse, sublinhando que a feira tem sempre duas dimensões complementares: “primeiro os expositores, depois os visitantes”. A edição deste ano chega mesmo ao ponto de já não conseguir responder a toda a procura. “As naves estão cheias. Não há espaço para mais. Já tivemos de recusar alguns pedidos para estarem dentro das naves”, adiantou.

A escolha dos pequenos frutos — mirtilos, morangos, framboesas e amoras — como tema da edição de 2026 pretende colocar em evidência uma fileira em crescimento, com peso económico e uma ligação cada vez mais directa aos hábitos de consumo. Luís Mira explicou que a opção resulta de dois factores: por um lado, “uma maior apetência por parte do público” para integrar estes frutos na dieta alimentar; por outro, a “maior expressão económica enquanto produção agrícola”. Segundo a organização, trata-se de um sector que representa já cerca de 400 milhões de euros e que se insere num universo mais vasto das frutas, hortícolas e flores, cujas exportações ultrapassaram os 2,6 mil milhões de euros.

A feira volta a afirmar-se, também, como palco político, económico e institucional da agricultura portuguesa, com cerca de 30 seminários, conferências, workshops e reuniões técnicas. “É a capital da agricultura nesta semana”, resumiu Luís Mira, destacando a presença esperada de agricultores, associações do sector, deputados, governantes e responsáveis políticos. A componente profissional, garantiu, “continua a ter bastante peso” e mantém Santarém como ponto de encontro do debate sobre políticas agrícolas.

Ao lado da dimensão nacional, a edição deste ano ganha também uma leitura territorial mais alargada. A presença habitual da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo junta-se à participação da CIM Médio Tejo e da CIM Oeste, dando expressão à nova NUT II Oeste e Vale do Tejo. Para João Teixeira Leite, presidente da Câmara Municipal de Santarém, esta é uma alteração particularmente relevante: “Pela primeira vez, num só stand, o Oeste e Vale do Tejo vai marcar presença”, afirmou, lembrando que as três comunidades intermunicipais que compõem a nova região estarão representadas “num stand próprio” porque, se há área que cruza este território, “é a agricultura”.

O autarca de Santarém apresentou a feira como um momento “singular” na vida da cidade e do concelho, defendendo que os escalabitanos têm o “dever moral” de a viver “com entusiasmo”. Para João Teixeira Leite, a Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo continua a ser o lugar onde se evidencia “aquilo que de melhor” a agricultura nacional e a identidade ribatejana têm para mostrar: “o cavalo, o touro, o campino” e as tradições associadas ao mundo rural. O presidente da Câmara lembrou ainda que este é “o maior evento que acontece no concelho de Santarém” e que tem impacto directo “na economia local” e nas unidades hoteleiras, cuja capacidade, reconheceu, é ainda insuficiente face à procura gerada pelo certame.

A ligação às novas gerações foi outro dos pontos fortes da apresentação. João Teixeira Leite anunciou o envolvimento de cerca de 3500 crianças das escolas, numa iniciativa que pretende aproximar os mais novos da agricultura, da feira e das tradições ribatejanas. “É fundamental que, desde muito cedo, as crianças vivam aquilo que de melhor esta feira tem para oferecer ao país e ao mundo”, afirmou. A Câmara de Santarém e o CNEMA desafiaram ainda outros municípios da Lezíria do Tejo a mobilizarem também as suas escolas, alargando a iniciativa para além do concelho.

Pequenos frutos dão tema à feira e mostram uma fileira em crescimento

A escolha dos pequenos frutos como tema central da FNA 26 permite à organização cruzar dois planos que têm vindo a ganhar expressão no sector agrícola: a valorização económica de uma fileira em crescimento e a alteração dos hábitos de consumo, com maior procura por produtos associados à saúde, à conveniência e à alimentação equilibrada. Mirtilos, morangos, framboesas e amoras chegam, assim, ao centro da Feira Nacional de Agricultura não apenas como produto de nicho, mas como exemplo de uma agricultura especializada, tecnicamente exigente e com capacidade de gerar valor.

Luís Mira explicou que a opção por esta temática “tem a ver com duas coisas”. Por um lado, trata-se de “uma actividade do ponto de vista agrícola que tem vindo a crescer e com uma expressão económica já significativa”. Por outro, a organização procura que o tema anual da feira seja também “interessante para os consumidores”, lembrando que a FNA recebe “entre 180 mil e 200 mil visitantes” e que a esmagadora maioria “não são agricultores, são consumidores”. Daí a preocupação em apresentar não apenas a produção, mas também “o produto acabado”, aproximando a fileira agrícola do público que a consome.

A organização enquadra esta aposta na evolução de um consumidor “mais consciente, exigente e informado”, que reconhece nestes frutos uma ligação ao bem-estar e à dieta mediterrânica. A conveniência é outro dos argumentos: são produtos de fácil consumo, dispensam preparação e respondem a um quotidiano marcado pelo ritmo acelerado. A feira procura, por isso, evidenciar um sector que combina produção agrícola, diferenciação, frescura, origem e sustentabilidade, num mercado onde a proximidade e a qualidade dos produtos são cada vez mais valorizadas.

Para Luís Mira, a escolha dos pequenos frutos serve também para chamar a atenção dos agricultores para uma área que pode ter boas margens de rentabilidade. “Este é um sector que vale a pena e que tem bons rendimentos por hectare”, afirmou, embora reconhecendo que se trata de uma actividade exigente: “Exige mão-de-obra, é verdade. Exige técnica, é verdade.” Ainda assim, entende que Portugal dispõe de condições naturais que nem sempre são devidamente aproveitadas. O exemplo dado foi o da framboesa em Odemira, onde, segundo Luís Mira, existem condições “únicas no mundo”, apenas comparáveis às da Califórnia, para produzir durante as 52 semanas do ano.

Na organização do recinto, os pequenos frutos terão expressão privilegiada nos Claustros, uma das zonas mais nobres da feira. Esse espaço deverá reunir associações, empresas e outros protagonistas ligados ao sector, funcionando como montra especializada e ponto de encontro para apresentações, debates e workshops. O objectivo passa por dar visibilidade a uma fileira que, segundo a organização, combina tradição, tecnologia e rentabilidade, mas também por criar condições para novas parcerias de negócio e para maior reconhecimento da qualidade destes produtos.

Oeste e Vale do Tejo ganha palco próprio e alarga a dimensão territorial da FNA

A edição de 2026 da Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo fica também marcada por uma leitura territorial mais ampla, com a presença concertada das três comunidades intermunicipais que integram a nova NUT II Oeste e Vale do Tejo. À participação habitual da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo juntam-se, este ano, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e a Comunidade Intermunicipal do Oeste, num movimento que reforça a vocação do CNEMA como palco regional e nacional, e não apenas como equipamento de Santarém.

Luís Mira sublinhou essa abertura logo na apresentação do certame, ao referir a presença confirmada das três comunidades intermunicipais e de vários municípios de diferentes pontos do país. Carrazeda de Ansiães, Guarda, Fornos de Algodres, São João da Pesqueira, Sertã, Sever do Vouga, Vila Franca de Xira e Vila Flor estão entre os concelhos que vão marcar presença, levando à feira tradições, gastronomia e potencial turístico. “Isto tem vindo a aumentar de ano para ano”, assinalou o presidente do CNEMA, defendendo que a FNA se tem afirmado como “palco preferencial” para os municípios rurais e do interior mostrarem a sua oferta.

A presença da nova NUT II Oeste e Vale do Tejo dá, contudo, um significado político e estratégico diferente à edição deste ano. João Teixeira Leite valorizou esse dado como uma das alterações mais relevantes da FNA 26. “Pela primeira vez, num só stand, o Oeste e Vale do Tejo vai marcar presença”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Santarém, explicando que as três comunidades intermunicipais que compõem esta nova região — Oeste, Médio Tejo e Lezíria do Tejo — estarão representadas “num stand próprio” dentro do certame.

Para o autarca, a agricultura é precisamente uma das áreas que mais naturalmente une este novo mapa territorial. “Se há área que cruza esta região nas três comunidades intermunicipais, é a agricultura”, afirmou, enquadrando a FNA como espaço adequado para dar expressão concreta a essa nova realidade administrativa e económica. A feira deixa, assim, de ser apenas uma montra agrícola e passa também a funcionar como lugar de afirmação de uma região em construção, onde produção agrícola, promoção territorial, turismo, gastronomia e identidade local se apresentam sob uma mesma plataforma.

Também Luís Mira insistiu nessa ideia, recusando uma leitura limitada do certame. “Este é um espaço da região do Ribatejo, não é um espaço exclusivo de Santarém”, afirmou, lembrando que o CNEMA “quando se construiu, foi para o Ribatejo, não foi só para Santarém”. O responsável defendeu que a feira deve continuar a colaborar “com todos aqueles que querem colaborar” e que tem condições privilegiadas para promover as actividades desenvolvidas nos vários municípios.

Santarém assume a feira como grande palco identitário e económico do concelho

Para Santarém, a Feira Nacional de Agricultura / Feira do Ribatejo continua a ser mais do que um certame agrícola. É, nas palavras de João Teixeira Leite, um “momento singular” vivido na “capital do Ribatejo” e um acontecimento que convoca a cidade, o concelho e a identidade ribatejana. Na apresentação da FNA 26, o presidente da Câmara Municipal de Santarém procurou dar essa leitura mais ampla ao certame, defendendo que os escalabitanos têm o “dever moral” de viver a feira “com entusiasmo”.

O autarca colocou a FNA no centro da afirmação simbólica de Santarém enquanto território ligado à agricultura, às tradições rurais e à cultura ribatejana. “Estamos a falar da Feira Nacional de Agricultura e Feira do Ribatejo, mais uma edição onde temos também aqui o dever moral, enquanto escalabitanos, de vivermos com entusiasmo todo este momento”, afirmou. Para João Teixeira Leite, a feira enaltece “aquilo que de melhor” o país agrícola pode mostrar e aquilo que Santarém tem de mais característico na sua relação com o mundo rural: “o cavalo, o touro, o campino”.

Essa dimensão identitária volta a estar presente na programação, com actividades ligadas à cultura ribatejana e com duas corridas de toiros agendadas durante o certame. João Teixeira Leite referiu a “festa brava” como parte desse ambiente que marca a feira e defendeu que Santarém deve viver estes dias “com todo o entusiasmo”. 

O Dia de Santarém, marcado para 12 de Junho, será um dos momentos centrais dessa presença municipal. O stand do município voltará a ter programação própria e será instalado, como no ano anterior, num ponto de contacto directo com os visitantes. “Vamos estar como gostamos de estar: junto das pessoas”, disse o presidente da Câmara, sublinhando que o espaço institucional terá “um programa diário de actividades, conferências e debates”, mas também uma função de envolvimento da comunidade local.

O impacto económico foi outro dos pontos destacados pelo presidente da Câmara. João Teixeira Leite classificou a Feira Nacional de Agricultura como “o maior evento que acontece no concelho de Santarém” e lembrou que o certame tem efeitos directos na economia local. A restauração, o comércio e, em particular, a hotelaria sentem a pressão positiva da procura gerada durante os dias da feira. O autarca reconheceu, no entanto, que as unidades hoteleiras existentes são “poucas face à procura que existe”, acrescentando que essa é uma “problemática” que o município pretende resolver nos próximos anos.

Crianças, jovens, debate agrícola e festa popular completam uma edição de ambição alargada

A aproximação às novas gerações é uma das apostas mais visíveis da edição de 2026. João Teixeira Leite anunciou que cerca de 3500 crianças das escolas vão passar pela Feira Nacional de Agricultura, numa iniciativa que pretende criar, desde cedo, uma ligação efectiva à agricultura, ao Ribatejo e às tradições rurais. “É fundamental que, desde muito cedo, as crianças vivam aquilo que de melhor esta feira tem para oferecer ao país e ao mundo”, afirmou o presidente da Câmara de Santarém, sublinhando que a autarquia e o CNEMA desafiaram também outros municípios da Lezíria do Tejo a mobilizarem as suas escolas.

Para o autarca, esta dimensão pedagógica não é acessória. A feira deve ser, também, lugar de memória, identidade e formação de consciência colectiva sobre a importância do sector agrícola. “Nada melhor do que criar raízes de identidade e memória”, defendeu João Teixeira Leite, lembrando que a logística envolve dezenas de autocarros e uma mobilização significativa das escolas. O objectivo, explicou, é que os mais novos não vivam a feira apenas como espaço de diversão, mas como contacto directo com um sector que “tem muita potencialidade” e que precisa de ser reconhecido pelas novas gerações. “Os jovens são o nosso presente e, sobretudo, são o nosso futuro. Precisamos que acreditem neste sector e que o vivam”, afirmou.

Essa aposta cruza-se com o reforço da ‘Fnazinha’, espaço dedicado às crianças e às famílias, que este ano terá maior dinâmica. A programação inclui oficinas, showcookings, horas do conto, experiências com animais e actividades educativas, procurando estimular a curiosidade dos mais novos através do contacto com o mundo rural, a natureza, os animais e a sustentabilidade. A entrada neste espaço está integrada no bilhete da feira e a organização apresenta-o como um dos principais pontos de encontro para o público infantil durante o certame. 

Mas a renovação de públicos não se limita às crianças. Luís Mira reconheceu que a organização sentiu necessidade de atrair mais jovens, sobretudo no período nocturno, e anunciou um reforço da animação, com DJs, concertos e uma zona de bares pensada para esse público. “Queremos captar mais jovens do que em edições anteriores”, afirmou, explicando que, mais do que grandes concertos, a aposta passa por criar ambiente e permanência no recinto. O cartaz musical inclui ‘Revenge of the 90’s’, ‘Los del Río’, ‘Deejay Telio’, ‘Plutonio’, ‘DJ Dadda’, ‘David Antunes & The Midnight Band’ e ‘Gabriel O Pensador’, numa programação que procura equilibrar públicos e gerações.

Apesar dessa componente festiva, Luís Mira fez questão de recordar que a Feira Nacional de Agricultura mantém uma forte matriz profissional. As “Conversas de Agricultura” voltam a afirmar-se como espaço de debate técnico, com cerca de 30 seminários, workshops e reuniões ao longo da semana. Entre os temas em destaque estão a juventude agrícola, a gestão sustentável das actividades agrícolas e silvícolas, o contributo do regadio para a economia e a coesão, a vinha e o vinho, as indicações geográficas, a apicultura, a produção sustentável de pequenos frutos e a valorização das raças autóctones. Para o presidente do CNEMA, esta concentração de agentes do sector, associações, governantes, deputados e agricultores confirma Santarém como “a capital da agricultura” durante a semana da feira. 

A componente expositiva mantém também os eixos tradicionais do certame. A maquinaria agrícola volta a ocupar um lugar central, reunindo marcas e soluções tecnológicas ligadas à inovação e ao negócio. A pecuária terá exposição nacional de bovinos, ovinos, caprinos, suínos e equinos, com destaque para as raças autóctones. O cavalo continuará a ser uma das grandes referências da feira, com concursos e actividades equestres, entre os quais o Concurso de Dressage Nacional, o Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho, “A Criança e o Cavalo”, o Concurso Nacional da Égua Afilhada da Raça Lusitana, o Concurso Nacional Oficial de Coudelarias Portuguesas, provas de atrelagem, concursos de apresentação e saltos. 

A formação dirigida ao público ganha igualmente expressão com cursos de vinhos, azeites e vinagres. A organização quer envolver visitantes, profissionais e consumidores em experiências de aprendizagem ligadas aos produtos nacionais, reforçando a ponte entre produção, conhecimento e consumo. No Salão Prazer de Provar, na Nave A, estarão em evidência azeites, vinhos, enchidos, queijos e doçaria tradicional, com provas, harmonizações e acções de cozinha ao vivo. A Nave B acolhe a mostra institucional, cooperativa, de equipamentos e maquinaria, enquanto a Nave C reúne artesanato, oferta comercial e produtos de várias regiões do país. 

A gastronomia continua a ser um dos grandes atractivos populares da feira, mas a organização reconhece que o preço das refeições tem sido uma preocupação dos visitantes. Questionado pelos jornalistas, Luís Mira admitiu que “não é barato comer na feira”, embora tenha lembrado que o aumento dos custos da restauração é transversal e não exclusivo do certame. Ainda assim, garantiu que a organização procurou trazer “outro tipo de restaurantes que pratiquem preços mais acessíveis” e que se mantém o objectivo de disponibilizar opções mais económicas. As tasquinhas, dinamizadas por associações e colectividades da região, mantêm uma dupla função: oferta gastronómica e apoio ao tecido associativo. “São organizações da região, umas ligadas ao desporto, outras à solidariedade, outras à acção social”, explicou Luís Mira, lembrando que os espaços são cedidos em condições especiais e que não podem ser subalugados. 

A sustentabilidade volta também a marcar presença na organização do recinto. A FNA mantém a aposta nos copos reutilizáveis, reforça os ecopontos para papel, vidro, plástico e embalagens de metal, e disponibiliza transporte gratuito em parceria com a Rodoviária do Tejo e a Repsol, incentivando o uso do transporte colectivo. Segundo a organização, alguns autocarros funcionarão com combustível renovável fornecido pela Repsol. O esquema de transporte mantém-se nos moldes habituais, facilitando a ligação entre a cidade e o recinto do CNEMA. 

A Fersant — Feira Empresarial da Região de Santarém — decorre em simultâneo, mantendo a ligação da FNA ao tecido económico regional. Luís Mira sublinhou que o CNEMA tem esse “código genético” de colaboração com as entidades que queiram participar e voltou a defender que o equipamento não deve ser visto como exclusivo de Santarém. “Este é um espaço da região do Ribatejo, não é um espaço exclusivo de Santarém”, afirmou, insistindo que a feira deve servir de plataforma para a promoção das actividades desenvolvidas nos vários municípios.

A inauguração da FNA 26 está marcada para sábado, 6 de Junho, às 11h00, com presença prevista do Ministro da Agricultura. Luís Mira adiantou que o Presidente da República e o Primeiro-Ministro deverão visitar a feira, embora não estejam presentes na abertura devido a questões de agenda relacionadas com as comemorações do 10 de Junho. O bilhete diário mantém-se nos 8,50 euros, havendo cadernetas e livre-trânsito, além de entrada gratuita para crianças até aos 11 anos. O dia 8 de Junho terá entrada gratuita e, no Dia de Santarém, a 12 de Junho, o município volta a assegurar a distribuição de entradas, num modelo que pretende facilitar a participação da população local. 

Entre a montra agrícola, o debate técnico, a festa popular, a presença dos municípios, a afirmação da nova NUT II Oeste e Vale do Tejo e a aposta nos públicos mais jovens, a FNA 26 apresenta-se como uma edição de forte ambição. A feira mantém a marca ribatejana que a distingue — o cavalo, o touro, o campino, a gastronomia, a pecuária e a cultura popular —, mas procura projectar-se também como espaço de inovação, negócio, exportação e coesão territorial. Com as naves cheias, expositores em lista de espera e uma programação que se estende da agricultura profissional à animação nocturna, Santarém volta a preparar-se para receber aquele que continua a ser o maior acontecimento anual do concelho e um dos principais palcos da agricultura portuguesa.

 

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