O incêndio que deflagrou na terça-feira em Alcanede, concelho de Santarém, consumiu mais de 200 hectares de eucaliptal, afectou uma exploração pecuária e causou danos em várias habitações, encontrando-se desde esta manhã em conclusão, segundo os bombeiros da localidade.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcanede, Filipe Regueira, o fogo começou numa zona de eucalipto e propagou-se rapidamente devido à intensidade do vento, que dificultou o combate às chamas.

“Foi um verdadeiro jogo do gato e do rato”, descreveu o comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcanede.

Durante a noite, mais 400 operacionais e 130 veículos mantiveram-se no terreno em ações de vigilância e combate, com várias reativações em zonas de interface entre áreas ardidas e não ardidas.

Segundo o responsável, “a mudança da direção do vento complicou ainda mais as operações”.

Entre os estragos contabilizados está a destruição parcial de uma exploração pecuária, onde morreram dezenas de animais, incluindo leitões.

Uma casa de segunda habitação e vários anexos foram também atingidos. Outras estruturas, como casas devolutas e antigas, sofreram igualmente danos.

No incêndio, que deflagrou pelas 13:00 de terça-feira na localidade de Vale das Caldas, cinco pessoas, três das quais bombeiros, sofreram ferimentos ligeiros.

Filipe Regueira classificou o incêndio como “o mais violento dos últimos 10 anos” no concelho de Santarém, salientando que mais de 200 hectares de eucaliptal terão sido consumidos pelas chamas, que se propagaram rapidamente numa zona contínua de floresta entre Alcanede e Montejunto.

“Aqui na zona do concelho de Santarém foi com certeza o mais violento dos últimos 10 anos, pelo menos. À hora do início do incêndio, por volta das 13:00, já estava muito calor com pouca humidade. Estamos a falar de condições extremas para o combate a incêndios”, notou.

As causas do incêndio estão a ser investigadas pela GNR, mas o comandante dos bombeiros adiantou que foram encontrados fios elétricos caídos e garrafas de vidro no local.

De acordo com a página da Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), apesar de o incêndio ser considerado já como em fase de conclusão (ocorrência extinta, em observação), pelas 18:20 continuavam mobilizados 229 operacionais, apoiados por 74 viaturas.

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