O Governo alterou a forma de determinar a nota de candidatura de acesso ao ensino superior, para que os alunos que terminaram o secundário em anos anteriores não sejam prejudicados, contando agora a opção “mais favorável”.

A suspensão das aulas presenciais a 16 de Março para tentar controlar a disseminação do novo coronavírus obrigou a alterar algumas regras no acesso ao ensino superior: o Governo decidiu que os alunos só vão fazer os exames exigidos pelos cursos a que se querem candidatar e que essas notas contam apenas para a média das provas de ingresso, deixando de pesar na classificação final da disciplina.

Perante estas mudanças, os estudantes que já tinham terminado o secundário queixaram-se de serem prejudicados e a tutela anunciou hoje que haverá novas fórmulas de calcular as médias de acesso também para quem já terminou o ensino obrigatório.

“Considera-se que deve ser dada igualdade de tratamento aos estudantes que concluíram as disciplinas ou o nível secundário de educação em anos anteriores e que agora se pretendem candidatar ao ensino superior, definindo condições de candidatura que não prejudiquem candidatos com classificações obtidas anteriormente”, explica o gabinete de imprensa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

Para os alunos que terminam este ano o ensino secundário, a regra é de que, além das classificações dos exames finais que o estudante pretende utilizar como provas de ingresso, “a fórmula de cálculo da nota de candidatura passa a integrar as classificações internas das disciplinas para as provas realizadas este ano pelos candidatos”.

No caso dos alunos que realizaram provas em anos lectivos anteriores, o Ministério prevê duas situações, em que a regra é o estudante ficar com a situação mais vantajosa.

Quando a classificação do exame final nacional foi inferior à classificação interna da disciplina, o estudante vai usar apenas a classificação interna da disciplina no cálculo.

Já nos casos em que a nota do exame final nacional foi igual ou superior à classificação interna da respectiva disciplina, deve utilizar-se a classificação final da disciplina.

“O método agora adoptado garante a igualdade de tratamento entre os estudantes candidatos, aplicando sempre a regra mais favorável ao candidato, dentro do enquadramento legal excepcional recentemente aprovado”, sublinha o Ministério.

Estas regras aplicam-se para determinar a nota de candidatura o concurso nacional de acesso nas instituições de ensino superior públicas e também nos concursos institucionais para ingresso nos cursos ministrados em estabelecimentos de ensino superior particular e cooperativo, acrescenta.

Os estabelecimentos de ensino, desde creches a universidades e politécnicos, estão de portas encerradas desde 16 de Março, dia em quase dois milhões de crianças e jovens foram para casa e a maioria passou a ter aulas através do ensino à distância. 

Neste momento, o Governo prepara-se para reabrir as escolas secundárias em maio para que os alunos do 11.º e 12.º ano possam voltar a ter aulas presenciais, à semelhança do que também está previsto para o ensino superior, que a 4 de maio deve começar a reactivar as aulas presenciais de forma gradual.

Leia também...

Insignare vê aprovada candidatura de mais de 224 mil euros e garante estágios internacionais nas escolas

A INSIGNARE, entidade proprietária da Escola Profissional de Ourém e da Escola…

Agrupamento de Escolas de Rio Maior escolhido para gravar aulas da nova Telescola

O Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva, em Rio Maior,…

IX Encontro “A Arte de Educar” junta mais de 300 professores no Auditório da Escola Superior de Saúde em Santarém

A sessão de abertura do IX Encontro “A Arte de Educar” que…

Estudantes e professores aprendem a lidar com aulas dadas com máscara

Reportagem edição 22 de Maio No início desta semana, arrancou a segunda…