“Fotografar é um gosto que passou a vocação”

Ricardo Catarro, natural de Almeirim, iniciou a carreira de fotógrafo em 2009 quando, com algumas poupanças, comprou a sua primeira máquina fotográfica. Após uma década dedicada à área, o trabalho de Ricardo tem vindo a ser reconhecido nacional e internacionalmente. O mais recente reconhecimento é dos prémios International Golden Heart Awards que premiaram duas fotos de casamentos. Para Ricardo Catarro o gosto de fotografar passou a vocação.

Como é que começou o seu percurso como fotógrafo? Teve desde sempre esta vocação para a fotografia?  
Começou em 2009 quando comprei uma máquina com algumas poupanças que fiz na faculdade. Em 2011, os meus pais ofereceram-me uma máquina tecnicamente melhor, o que me motivou a fotografar mais e ter como objectivo aprender um pouco acerca de todos os estilos fotográficos. Em 2015, surgiu a oportunidade de fotografar para uma empresa no ramo dos casamentos, o que me permitiu ganhar experiência na área e vontade de me iniciar em nome próprio. Sempre tive um fascínio por esta arte, mas a vocação não era de todo conhecida até começar a fotografar um pouco mais “a sério”, em 2011. Ao início não passava de um gosto enorme que tinha ao fotografar, mas com muito trabalho, empenho e determinação, passou a vocação.

O que foi necessário para chegar ao patamar onde se encontra?  
O apoio incondicional de todos os que me rodeiam foi essencial e, também, muita teimosia, determinação, empenho, interesse e curiosidade da minha parte.

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Qual foi a foto que lhe deu mais ‘luta’?
No início, na primeira fase de aprendizagem, todas as fotografias dão luta, acaba por ser mais uma “batalha” entre nós e a máquina. Por isso muitas pessoas desistem dos seus sonhos nesta área. Não consigo especificar uma fotografia que tenha dado mais luta, mas todas as fotografias de longa exposição efectuadas durante a noite acabam por ser exercícios mais complexos, como fotografar estrelas, ou trovoadas…

Onde vai buscar a inspiração para o seu trabalho?  
Sou um amante de cinema, isso leva a que grande parte da minha inspiração venha de grandes directores de fotografia do cinema Mundial (Robert D. Yeoman, Roger Deakins…). Vem, também, naturalmente do que me rodeia, das viagens, do gosto pela geometria e arquitectura. 

Já conquistou alguns prémios de fotografia em Portugal e no estrangeiro. É gratificante ver o seu trabalho ser reconhecido?
Sem sombra de dúvida. Quando vemos o nosso trabalho distinguido é sinal de que estamos no caminho certo, mas não podemos deixar que qualquer distinção nos limite ou faça estagnar.

Qual a sua opinião acerca da evolução tecnológica que se verifica ao nível da fotografia?
Evolução tecnológica é algo que se verifica em diversas áreas do nosso quotidiano, sendo assim, é perfeitamente normal que também aconteça ao nível da fotografia. E é importante que não sejamos resistentes à mudança.

Ser licenciado em gestão de empresas facilita a organização de uma profissão tão instável como esta? 
Não era necessário ser licenciado em gestão, mas ajuda. Ser racional, organizado, metódico e perspicaz são as características principais que sinto serem necessárias para a criação de um negócio, seja ele qual for.

Quais são os seus objectivos para o futuro?
Gostaria imenso de conseguir ter rendimento em outras áreas da fotografia (moda, arquitectura, …) e estabilizar-me cada vez mais na área dos casamentos.

Que conselhos daria a quem quer iniciar uma carreira nesta área?
Não desistirem após o primeiro “não” e serem bastante focados.

Um título para o livro da sua vida?
Imprevisível.

Música? 
Qualquer uma de Chet Faker e Jack Johnson.

Viagem?
São Miguel (Açores)… Tailândia…

Quais os seus hobbies preferidos?
Cinema, futsal e viajar.

Se pudesse alterar um facto da história qual escolheria?
Na minha opinião a história não pode ser alterada, qualquer que fosse a minha intervenção, haveriam consequências que podiam ser piores do que o próprio facto a alterar. 

Se um dia tivesse de entrar num filme que género preferiria?
Thriller.

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