Foto ilustrativa

 A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 111 suspeitos de furtos em residência e cinco por roubo em residência entre 01 de Janeiro e 31 de Agosto, anunciou hoje a Guarda.

Em comunicado para divulgar o Programa “Chave Direta 2025”, a GNR adianta que Aveiro, Braga, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém e Setúbal foram os distritos onde se registaram mais furtos e roubos em residências.

Na sua área de responsabilidade territorial, a GNR registou até 31 de Agosto 5.454 crimes, a maioria por furto com recurso a arrombamento, escalamento ou chaves falsas.

Em 2022, a GNR registou 8.684 crimes de furto ou roubo a residências, em 2023 foram 8.213 e no ano passado 8.394.

“No que se refere aos ‘modus operandi’ mais comuns no cometimento de furtos em residências, no período diurno, os suspeitos usualmente batem à porta e, com uma conversa aparentemente bem estruturada e previamente planeada, conseguem entrar nas residências, abordando por vezes os proprietários quando estão a chegar a casa, ou quando os mesmos se encontram nas imediações (quintal/logradouro)”, conta a guarda.

De forma idêntica efetuam burlas, em particular com vítimas idosas (ou com outra vulnerabilidade), iniciando com uma conversa afável.

“No período noturno, verifica-se, por vezes, a entrada forçada dos suspeitos nas residências, através de arrombamento de porta ou janela, quando as vítimas já se encontram em casa descontraídas ou a dormir, sem qualquer hipótese de reação”, é referido na nota.

De acordo com a GNR, alguns dos suspeitos aparentam conhecer as rotinas das vítimas e das pessoas que vivem na residência alvo.

No que diz respeito ao crime de roubo em residências, a guarda diz que são executados com recurso a violência sobre as vítimas, em particular cidadãos idosos e pessoas vulneráveis.

A GNR refere que, nestes roubos, as vítimas são agredidas ou imobilizadas, sendo que, em alguns casos, são sequestradas no interior da sua própria residência enquanto os suspeitos executam o roubo.

“As residências situadas em locais ermos ou afastadas dos aglomerados populacionais, acabam por ser alvos mais vulneráveis, bem como aquelas que não dispõem de medidas de segurança”, segundo a GNR.

No que diz respeito ao Programa “Chave Direta 2025”, que decorreu entre 15 de Junho e 15 de Setembro, a GNR adianta ter realizado diversas ações de sensibilização e patrulhamento junto das zonas residenciais, com o objetivo de alertar para os procedimentos de segurança a adotar na prevenção de situações de furto e roubo em residência, particularmente durante a ausência dos seus proprietários no período das férias de verão.

No âmbito do programa estiveram envolvidos 5.797 militares da guarda, foram feitos 510 pedidos de adesão ao “Chave Direta 2025” e foram realizadas 2.913 visitas.

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