Gonçalo Santos Andrade, natural de Almeirim, foi reeleito para um mandato de três anos como presidente da direcção da Portugal Fresh – Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal.

O presidente da Portugal Fresh reeleito afirma que a associação “irá continuará a trabalhar em prol da valorização da origem ‘Portugal’ e das características únicas dos nossos produtos horto-frutícolas, plantas ornamentais e flores”.

“Entre 2010 e 2019, as exportações do sector mais do que duplicaram. Actualmente, a produção de Frutas, Legumes e Flores já representa 1,5% do PIB nacional, sendo que as vendas ao exterior valem mais de metade desse valor. É nossa missão manter esta rota de crescimento, ainda que no actual contexto tenhamos diante de nós, bem sabemos, desafios acrescidos”, esclarece Gonçalo Santos Andrade.

O sector pretende, em 2030, atingir exportações no valor de 2.500 milhões de euros e de acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), o crescimento nesta área de negócio, de Janeiro a Maio deste ano, face ao período homólogo de 2019, é de 7 por cento em valor e 6 por cento em quantidade.

Apesar de um arranque do ano marcado pelo crescimento em valor e em volume, o responsável não duvida que o sector já sentiu os efeitos desta pandemia Covid-19, principalmente nas plantas ornamentais e flores e nos horto-frutícolas mais perecíveis.

“A estratégia para o próximo mandato, no qual esta equipa vai estar focada, tem que passar, necessariamente, por continuar a valorizar a diferenciação e qualidade dos nossos produtos – em Portugal, respondendo à disponibilidade dos portugueses para consumirem produtos nacionais; e nas geografias externas, mantendo a aposta em mercados consolidados, designadamente europeus, mas também em economias de grande dimensão e/ou emergentes, como por exemplo os mercados asiáticos que, na próxima década, representarão mais de 50% das compras mundiais de frutas e legumes”, explicita.

O fortalecimento das parcerias estratégicas com a Indústria e com o Retalho é também uma das prioridades do próximo mandato, até pelos desafios impostos pela Covid-19 e que convocam o País à união de esforços de forma activa e colaborativa.

A direcção da Portugal Fresh pretende focar-se na construção de pontes de entendimento que promovam e valorizem os produtos do sector

“Mercados abastecedores, grossistas e canal HORECA devem ser interlocutores privilegiados na estratégia de reforço da procura interna, mas também as grandes cadeias de retalho e indústrias, que podem não só comercializar os produtos como também promover a sua entrada nas suas cadeias de valor global, incorporando a produção portuguesa nos mercados externos onde têm presença. Devemos ter a capacidade de, nos próximos três anos, através de marcas globais de retalho, entrar de forma mais efectiva em mercados onde estas estejam presentes”, refere Gonçalo Santos Andrade.

A direcção da Portugal Fresh é presidida por Gonçalo Santos Andrade (Lusomorango), acompanhado pelos vice-presidentes João Manuel Alves (Lusopera), Luís Mesquita Dias (Vitacress), Tiago Malhou da Costa (Nogam) e Vítor Araújo (Kiwigreensun).

O presidente da Assembleia-Geral é Domingos dos Santos (Frutoeste), acompanhado pelo vice-presidente Gilberto Franco (Extrafrutas) e o vogal Hélio Ferreira (Granfer).

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