Hospital de Santarém “reinventou-se” e assegurou cuidados a doentes prioritários

O Hospital Distrital de Santarém (HDS) “organizou-se e reinventou-se para dar resposta à covid-19”, continuando a “prestar cuidados de saúde aos doentes oncológicos e prioritários”.

Tendo passado a receber doentes covid-19, o HDS criou uma urgência exclusiva para estes casos e para receber suspeitos de infecção pelo novo coronavírus e afectou dois pisos para internamento, num total de 62 camas, 22 das quais para doentes confirmados e 40 para suspeitos e a aguardar por resultados de testes laboratoriais, disse Ana Infante, presidente do conselho de administração do HDS numa resposta escrita enviada à Lusa.

Foram ainda criadas duas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), com um total de 13 camas dedicadas aos doentes covid-19, e um ‘drive-thru’ (através do carro) para a realização de testes a doentes de ambulatório.

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Segundo Ana Infante, desde o início da pandemia, o HDS tratou 45 doentes, 11 dos quais necessitaram de cuidados intensivos, tendo ocorrido 10 óbitos em doentes com comorbilidades e uma média etária de 79 anos.

Na informação prestada à Lusa, a presidente do conselho de administração do HDS afirma que, até quarta-feira, recuperaram e já tiveram alta 35 doentes, estando, nessa data, internados 13 doentes, 11 deles em enfermaria e dois na UCI e ventilados.

Antes da pandemia, o HDS tinha capacidade para ventilar 17 doentes em simultâneo, a que se juntaram “oito ventiladores, oito camas eléctricas e 40 bombas infusoras, entre outros equipamentos adquiridos por dádivas diversas”.

Foram ainda doados ao hospital dois ventiladores de transporte pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e um foi emprestado pelo Grupo José de Mello Saúde.

“O máximo de doentes ventilados em simultâneo foram sete doentes, pelo que tivemos sempre um número superior a 10 ventiladores disponíveis para utilização”, salientou.

Até ao momento, o HDS investiu 1,1 milhões de euros em equipamentos “por conta da covid-19” e perto de 507 mil euros em equipamentos de protecção individual (EPI), excluindo as remessas da Reserva Estratégica Nacional, acrescentou.

“Apesar de os fornecedores não terem cumprido os prazos de entrega de concursos previamente realizados, o HDS nunca teve falta de EPI para fornecer aos seus profissionais”, frisou.

Até à data, o HDS realizou 3.798 testes covid-19, 3.118 dos quais a doentes, 410 aos seus profissionais e 270 a profissionais do Agrupamento de Centros de Saúde, das Unidades de Cuidados Continuados e trabalhadores da unidade de corte e embalamento de carne da Sonae.

“Dos testes realizados aos profissionais do Hospital, testaram positivo 22, dos quais 14 médicos, seis enfermeiros e dois assistentes operacionais”, adiantou.

A resposta aos casos surgidos na área de influência do HDS, que cobre uma região com cerca de 240.000 habitantes, muito envelhecida, não pôs em causa a assistência aos doentes prioritários, disse, salientando o facto de o serviço de Oncologia ter mantido os tratamentos e acompanhamento dos seus utentes.

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