O distrito de Santarém vai continuar em situação de alerta até ao fim do dia de quarta-feira, devido à continuação de condições meteorológicas que aumentam o risco de incêndios, determinou o Governo.

A situação de alerta começa a partir desta terça-feira e prolonga a declaração de situação de alerta que já tinha sido determinada entre as 12h00 da última sexta-feira e a meia-noite de ontem.

A decisão, assinada pelos ministros da Defesa, Administração Interna e Ambiente, abrange os distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu.

No âmbito da situação de alerta, lembra o Governo num comunicado divulgado pelo Ministério da Administração Interna, são implementadas medidas excepcionais como a proibição do acesso, circulação e permanência no interior de espaços florestais previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

A mesma proibição aplica-se a caminhos florestais, caminhos rurais e outras vias que os atravessem.

É também proibido fazer queimadas e queimas de sobrantes, fazer trabalhos em espaços florestais com recurso a qualquer tipo de maquinaria, e usar em espaços rurais ferramentas como moto-roçadoras de lâminas ou discos metálicos, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.

É ainda totalmente proibido usar “fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão”, diz-se no comunicado, no qual se acrescenta que estão suspensas autorizações que tenham sido emitidas nos distritos declarados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil como em maior risco de incêndio.

No comunicado o Governo salienta que as proibições não se aplicam a trabalhos como os relacionados com animais e agricultura, desde que essenciais e não em zonas de floresta, tirar cortiça ou mel (sem métodos de fumigação por material incandescente), ou construção civil não adiável.

A declaração da situação de alerta implica, por exemplo, a elevação do grau de prontidão e resposta operacional da GNR e PSP, com reforço dos meios para operações de vigilância e outras, podendo ser interrompidas férias e folgas.

Implica também o aumento do grau de prontidão e mobilização de equipas de emergência médica, saúde pública e apoio psicossocial, ou a mobilização em permanência das equipas de Sapadores Florestais, do Corpo Nacional de Agentes Florestais e dos Vigilantes da Natureza.

Aumentam também as acções de patrulhamento e fiscalização aérea, e os trabalhadores que sejam ao mesmo tempo bombeiros voluntários podem ser dispensados do serviço ou ter faltas justificadas.

Leia também...

Fuzileiros suspeitos de matar agente da PSP ficam na prisão de Tomar

Os dois fuzileiros detidos na segunda-feira por suspeitas do homicídio de um agente da PSP e agressões a outros quatro, na madrugada de sábado,…

GNR procura turista espanhol desaparecido em Fátima com meios cinotécnicos e ‘drones’

A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a procurar um turista espanhol desaparecido em Fátima desde domingo, contando hoje com meios cinotécnicos e ‘drones’, disse…

Restrição de estacionamento e mais policiamento entre propostas de associação de Santarém

A limitação de algum estacionamento a moradores, mais policiamento e maior controlo de pragas estão entre as propostas que a Associação de Moradores do…

M1lhão sai no concelho de Santarém

Santarém tem mais um milionário.