A atleta riomaiorense, campeã mundial e europeia dos 50 quilómetros marcha, Inês Henriques, está em risco de falhar o campeonato nacional, agendado para 13 de Janeiro de 2019, devido a uma lesão.

“Na semana passada, a treinar, senti parte do isquiotibial esquerdo a estirar muito. Tive de parar imediatamente. Sei que é uma rotura, mas não sei qual a extensão. Estamos à espera. Vou ter de fazer uma pausa. Provavelmente não vou conseguir estar em Porto de Mós”, disse Inês Henriques, na apresentação dos campeonatos, que aconteceu ontem, em Leiria.

A marchadora, que somou títulos nacionais nos últimos três anos, ambicionava renovar o estatuto de campeã em 2019: “Este ano, em Porto de Mós, o objetivo era cumprir e ser campeã nacional dos 35 quilómetros, porque vai ser uma época muito longa. Mas, infelizmente, provavelmente não vou participar. Mas vou estar cá a apoiar os meus colegas.”

Depois de um ano “muito difícil”, em que foi campeã da Europa, mas sofreu bastante com a desistência no mundial de equipas, Inês Henriques faz um balanço “muito bom” de 2018.

“Mas foi muito difícil. Aquela desistência foi marcante e foi muito difícil recuperar e voltar. Mas, apesar de todas as dificuldades que passei, consegui na mesma aquela vitória para mim e para Portugal”, disse.

Para 2019, Inês Henriques espera recuperar totalmente para atacar dois grandes objetivos: vencer a Taça da Europa, em 19 de maio, na Lituânia – “e, se tiver condições favoráveis e estiver muito bem fisicamente, tentar alcançar novamente o recorde do mundo de 50 quilómetros” – e conquistar o título mundial no Qatar, em 28 de setembro.

“O resto é para se fazer, porque os anos vão passando. Não que me sinta velha, mas é óbvio que tenho de gerir muito bem os esforços, para que, nos momentos certos, esteja muito, muito bem”, diz a marchadora.

A internacional portuguesa pensa também nos Jogos Olímpicos de Tóquio2020 e o ano que agora acaba trouxe, no início de dezembro, uma boa novidade:

“Conseguimos, os atletas e o advogado Paul [Demeester] falar, no Mónaco, com todos os membros da IAAF [federação internacional de atletismo] e conseguimos que recomendassem os 50 quilómetros marcha para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Falta o Comité Olímpico Internacional dar o OK, mas, em princípio, vai avançar. O nosso advogado já disse que, se não derem OK, há outras formas… Eles não vão querer arranjar problema com o Paul, que tem um amor à marcha e a esta causa dos 50 km marcha [femininos]. Ele começou nisto em 2017 e tem sido o meu anjo da guarda.”

Confirmando-se os 50 quilómetros marcha femininos nos Jogos Olímpicos, Inês Henriques quer lá estar e com ambição:

“Quero estar em Tóquio, a lutar por uma medalha. É o único título que me falta. Não é fácil, tenho noção, mas só penso em trabalhar. Se isso acontecer, os resultados aparecem depois.”

Leia também...

Um ferido grave em atropelamento ferroviário

Uma pessoa ficou hoje ferida com gravidade num atropelamento ferroviário junto a um apeadeiro em Carvalhos de Figueiredo, no concelho de Tomar, disse à…

Movimento de libertação dos cães acorrentados de Santarém pioneiro em Portugal

Um cão acorrentado permanentemente viola a lei portuguesa em vigor relativa ao acondicionamento de animais (Decreto-Lei nº 276/2001 e Decreto-Lei nº 315/2003) no entanto…

Golegã rejeita parcialmente novas competências

O município da Golegã rejeitou parcialmente a assumpção de novas competências da administração central, tendo votado favoravelmente apenas os diplomas referentes a bombeiros, jogos…

VÍDEO | Chaimite “Palavril” estaciona em Mação para marcar Revolução de Abril

“Palavril”, conjugação de Palavra-Abril, é o nome da chaimite que está exposta junto ao edifício mais recente da Assembleia da República, em Lisboa, numa…