O presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) de Santarém disse hoje que falta equipamento de protecção individual contra a covid-19 nos lares e para apoio domiciliário prestado por estas entidades.

Eduardo Mourinha disse que “faltam batas, luvas, máscaras” e que “a maior parte dos trabalhadores” das IPSS do distrito de Santarém “não querem ir trabalhar, uns porque têm filhos em casa e outros porque têm medo” de ficar infectados por não terem equipamento de protecção.

“Não está nada famoso”, disse, afirmando que há instituições que estão a fazer as suas próprias máscaras, sem saber se são eficazes.

Eduardo Mourinha disse lamentar que o levantamento das necessidades de material pedido a nível nacional às IPSS tenha, “para já, ido para o caixote do lixo”, por “não haver material”, sublinhando que foi feita uma identificação de empresas que estão a fornecer equipamentos e comunicada às instituições.

Contudo, o responsável assegura que as instituições estão a enfrentar graves dificuldades financeiras, sublinhando que os apoios da Segurança Social que deveriam ter chegado em Janeiro, para compensar os aumentos do salário mínimo (o grosso dos salários nestas instituições), “ainda não chegaram”.

“Somos o parente pobre do sistema”, disse, sublinhando que muitas IPSS “estão falidas” e “com a corda na garganta”.

Segundo disse, está a ser feito um levantamento de bolsas de voluntariado, para a necessidade de eventuais substituições nos lares das IPSS no distrito.

Eduardo Mourinha, com 81 anos, ele próprio doente de risco, preparava-se para deixar a presidência da União Distrital das IPSS de Santarém no próximo sábado, mas o processo eleitoral foi suspenso devido à pandemia da covid-19.

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