Estou na CVR Tejo desde a sua fundação em Setembro de 1997. Posso desta forma garantir que a evolução dos vinhos da região, dos seus produtores e da própria CVR nestes 25 anos foi enorme. Se no primeiro ano de actividade da CVR eram pouco mais de 20 produtores a certificar vinho e certificámos cerca de 3 milhões de litros, no ano passado somos mais de 90 produtores a certificar mais de 30 milhões!! Mas a evolução da região não foi só em volume certificado, houve toda uma revolução a nível da viticultura, da enologia (com uma nova geração de enólogos) e também na própria forma de comunicar e promover os vinhos da região.

Destaco aqui talvez três fases que em minha opinião contribuíram para toda esta evolução: Uma primeira fase desde a fundação da CVR até meados da década de 2000, em que o importante era necessário unir a região e começarmos a falar a uma só voz (na altura existiam 6 regiões). Foi também nesta fase que se iniciou todo o processo de modernização das vinhas e das adegas da região e isso teve uma influência directa no aumento da qualidade dos vinhos da região. Outro marco que foi também, em minha opinião muito importante foi a criação da marca “Vinhos do Tejo” em 2008, que hoje em dia podemos afirmar que foi um passo essencial para o aumento de notoriedade da imagem dos vinhos da região quer em Portugal, mas especialmente nos mercados internacionais.

A partir de 2014 entramos num período de afirmação crescimento e internacionalização da marca “Vinhos do Tejo”. Foi elaborado pela Wine Intelligence, em conjunto com os produtores e a CVR, um estudo com a definição dos nossos mercados estratégicos de exportação que permitiu a definição de um plano de promoção estruturado e centrado nestes mercados. Os resultados não se fizeram esperar e em poucos anos as nossas exportações mais que duplicaram. No mercado nacional o nosso crescimento também tem sido enorme. Por exemplo a nível da restauração somos já a 4ª região que mais vende a nível nacional. Neste período foi também feita uma reorganização dos serviços da CVR tornando-os mais céleres, mais eficazes e mais profissionais (somos actualmente uma entidade acreditada pelo IPAC).

Já chegamos a um patamar de certificação de mais de 50% do vinho produzido na região, o que era impensável há uns anos atras, no entanto o nosso potencial de crescimento ainda é enorme! para isso não podemos deixar de fazer o nosso trabalho de uma forma inovadora, continuando a defender e a promover a marca “vinhos do Tejo” no mercado nacional e alem fronteiras. Sabemos que não estamos a atravessar uma conjuntura económica fácil, ainda assim acredito que nos próximos anos continuaremos a assistir ao crescimento e ao reconhecimento dos Vinhos do Tejo.

João Silvestre, Director-Geral da CVR Tejo

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