“Lápis Azul: A Censura no Estado Novo” exposição cedida pelo Museu Nacional da Imprensa, estará patente até ao próximo dia 12 de Maio, na Galeria do Mercado Municipal em Coruche, e poderá ser visitada todos os dias das 9h às 12h e das 14h às 17h30, com entradas livres.

O Presidente da Câmara Municipal de Coruche, Francisco Oliveira, inaugurou no passado sábado um espólio de 48 anos de cortes, entre Junho de 1926 e Abril de 1974.

A exposição, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, apresenta dezenas de documentos ilustrativos da actuação censória no regime de António de Oliveira Salazar e Marcelo Caetano.

O “lápis” começou como protecção do golpe militar de Gomes da Costa, iniciado em Braga e pouco a pouco foi-se transformando numa espécie de bisturi e guardião do tríptico “Deus, Pátria e Família” que regia ideologicamente a ditadura do Estado Novo.

Podemos observar em todo o espólio que era com o Lápis Azul que os censores decidiam aquilo que o país deveria saber, através da imprensa, rádio televisão, ou qualquer outro meio, como forma de divulgação. Na exposição, poderá observar, em alguns documentos expostos, que a própria Revolução dos Cravos foi também ela censurada.

Aquando da inauguração esteve presente a jornalista Diana Soller, que à conversa com uma sala repleta de expectadores, abordou vários temas da época antes e após, 25 de Abril, com testemunhos na primeira pessoa, igualmente temas actuais como populismos e “fakenews”, foram abordados.

Esta exposição é apenas um pequeno testemunho dos mecanismos censórios que vigoraram em Portugal durante 48 anos.

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