As Servas de Nossa Senhora de Fátima (SNSF) inauguraram este domingo, 21 de Janeiro o “Luiza Andaluz Centro de Conhecimento”, no Convento das Capuchas, em Santarém, terceiro espaço do projeto, que visa divulgar o legado da fundadora da congregação.

O edifício, onde Luiza Andaluz, com apenas 14 anos, iniciou o seu percurso educativo auxiliando as Irmãs Capuchas numa escola para a instrução de crianças de rua e que foi por ela adquirido, em praça pública, em 1924, alberga atualmente não só a Fundação Luiza Andaluz e uma comunidade de Irmãs da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima que nela colaboram, mas também o Centro Académico de Santarém (CASA).

Desde este domingo, alberga também o novo espaço do Luiza Andaluz Centro de Conhecimento, que passa assim a “comunicar-se em três casas da Congregação:  na Casa Madre Luiza Andaluz – Santarém, um local de espiritualidade e de acolhimento, que nos liga à vida de Luiza, inaugurado a 19 de Abril de 2022; na Casa de São Mamede – Lisboa, um espaço de projetos e realizações que permite conhecer Luiza como fundadora e empreendedora, aberto a 24 de Setembro de 2022; e agora no Convento das Capuchas, dedicado à educação e transformação, inspirado pelas diversas obras de promoção educativa e social de Luiza Andaluz”.

“Sempre dissemos que os três polos formavam uma unidade e faltava esta dimensão educativa e de transformação social que a vida de Luiza Andaluz fez, dando continuidade ao histórico da casa”, disse a irmã Mafalda Leitão.

Na visita ao novo espaço ‘Luiza Andaluz Centro de Conhecimento’, o segundo na cidade de Santarém, explicou vai ser “o mais pequeno em termos de área, um cantinho” do Convento das Capuchas, com acesso através de um hall que “preserva a ‘roda’ típica dos mosteiros, que servia para o contacto com o exterior”.

Já no interior do convento, na ‘Sala da Roda’, as religiosas apresentaram “a linha da história” de ‘Luiza Andaluz, como nas outras duas casas, agora como “educadora”; a sala já tem uma “mesa muito peculiar”, redonda, com gavetas, onde as “alunas iam aprendendo costura”, que também é uma referência à Fundação Luiza Andaluz que comemora 100 anos, em 2025.

A irmã Mafalda Leitão explica que a Sala do Arco, que “seria na base do convento o Coro Baixo”, vai ser um “espaço de cowork”, onde a cidade e as pessoas de Santarém podem trabalhar, estudar, mas também usar para “reuniões de empresas, grupos, paróquias”, conferências, com capacidade para 20 a 30 pessoas.

A Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima quer “introduzir” o nome ‘Convento das Capuchas’ “na gíria de Santarém” porque no quarteirão do convento e da sua cerca já existem três valências – a Fundação Luiza Andaluz, a comunidade das religiosas, “e no cantinho da cerca, uma sala, o centro académico de Santarém, mais dedicado aos universitários”.

Sobre a aposta nestes três espaços de encontro, a irmã Mafalda Leitão explica que as Servas de Nossa Senhora de Fátima “têm muito esta sua presença de estar no mundo e de dar resposta às necessidades de cada um dos tempos, em diálogo com a sociedade”, a congregação religiosa espera “ter lido bem” o mundo “mais cosmopolita deste século XXI”.

“Um local com história, com a cultura, com a comunicação que vamos tendo também pelas paredes e pelos objectos que vão decorar as salas, com o nosso diálogo, com a nossa presença, poderem acercar-se também um pouco mais de Deus; começando a encontrar um pouco mais de paz, um pouco mais de silêncio, um pouco mais de luz, palavras tão quotidianas, mas que são aproximações a Deus”.

O ‘Luiza Andaluz Centro de Conhecimento’ começou a ser pensado em 2016, e os espaços físicos “onde se comunica” recebem crentes e não crentes, tendo como “foco” os jovens adultos, mas alargando a todas as faixas etárias, está também nos meios digitais, através de um sítio na internet e páginas nas redes sociais (Facebook e Instagram).

Filipe Mendes

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