As chuvas intensas associadas à tempestade Marta deixaram hoje 108 vias rodoviárias afetadas no distrito de Santarém, com cortes de trânsito, povoações isoladas e inundações urbanas em vários concelhos da Lezíria e do Médio Tejo, informou a Proteção Civil.
Em comunicado, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indica que, apesar de “oscilações”, os caudais fluviais se mantêm elevados, situação que deverá continuar nas próximas horas devido à persistência de precipitação forte e ao escoamento das barragens da bacia do Tejo, levando à manutenção do alerta vermelho (o mais elevado) no Plano Especial de Emergência para Cheias.
No concelho de Salvaterra de Magos, permanecem submersos vários acessos na zona de Muge e Escaroupim, incluindo a Ponte Rainha Dona Amélia e a estrada entre o Parque de Campismo e Muge.
No Cartaxo, está isolada a povoação do Setil, bem como as populações de Valada, Porto de Muge e Palhota, encontrando-se submersos eixos como a Estrada Nacional (EN) 114‑2 e a EN3‑2.
O concelho de Santarém regista dezenas de vias cortadas, entre as quais a Ponte do Alviela, acessos em Vale de Figueira e Pernes e diversas ruas na Ribeira de Santarém, estando ainda evacuada a povoação de Caneiras.
Na Golegã, há estradas municipais inundadas, campos agrícolas alagados na zona do Paul do Boquilobo e uma ponte em risco de colapso na Estrada Municipal (EM) 572.
No município da Chamusca, está interditado o transporte fluvial entre Arripiado e Tancos, e várias estradas nas freguesias de Vale de Cavalos, Ulme e Chouto foram submersas.
Em Coruche, a EN119 encontra‑se cortada entre Biscainho e Quinta Grande devido à água.
Em Alpiarça, a situação permanece complexa, com a EN368 submersa, inundações no Frade de Cima, cortes na EM1369 e danos na plataforma da estrada rural que liga a Reserva do Cavalo Sorraia à ETAR de Almeirim. A água galgou a Vala de Alpiarça em vários pontos, inundando o Parque do Carril e outras estradas rurais, deixando isoladas as Quintas da Lagoalva (de Cima e de Baixo), Vale e Arsénio e várias zonas agrícolas.
Já no concelho da Azambuja, as localidades de Carvalhos, Manique do Intendente e Azambuja encontram‑se isoladas, enquanto o acesso a Maçussa está interditado.
No município de Benavente, várias estradas encontram‑se igualmente cortadas, incluindo a EM1456 e troços da EN118, bem como acessos ao Parque Ribeirinho, que está inundado. Foram registadas submersões em vias rurais e estradas de ligação a Samora Correia e Salvaterra de Magos.
Em Almeirim, a circulação está interrompida em diversos troços das estradas regionais A2 e A6, e em várias estradas municipais próximas de Fazendas de Almeirim e da Tapada, com lençóis de água a impedir a passagem.
No Médio Tejo, o concelho de Abrantes apresenta vários pontos submersos, incluindo o Aquapolis, a estação de canoagem de Alvega, troços da EN118 e parte da EN2.
Também Entroncamento tem uma estrada municipal alagada e em Constância toda a zona ribeirinha está submersa, incluindo o parque de estacionamento, a Rua do Tejo, a Praça Alexandre Herculano e a Estrada do Campo.
Em Torres Novas, a EM570 encontra‑se submersa, bem como estradas rurais que ligam Ribeira Branca a Zibreira.
Em Vila Nova da Barquinha, os cais do Almourol e de Tancos estão submersos, tal como o parque ribeirinho, e uma ponte na Quinta da Cardiga está em risco de ruir.
No Sardoal, a área de lazer da Lapa encontra‑se inundada, enquanto em Tomar foram registadas submersões no Caminho Municipal 1134, na Charneca do Maxial e na Avenida António Fonseca Simões.
Segundo a Proteção Civil, a situação meteorológica poderá causar inundações urbanas, cheias por transbordo de cursos de água, movimentos de massa devido à instabilidade de vertentes e lençóis de água nas estradas, além de eventuais interdições adicionais de vias.
A ANEPC alerta para o risco de objetos arrastados pela água, piso rodoviário escorregadio e derrocadas pontuais em zonas vulneráveis pela saturação dos solos.
