O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prestou hoje depoimento por escrito como testemunha no caso de Tancos, na sequência de diligência que lhe foi transmitida pelo juiz do processo.

De acordo com uma nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado “prestou hoje – dia em que recebeu o correspondente pedido – depoimento, por escrito, como testemunha, no processo de Tancos, na sequência da diligência que lhe foi transmitida pelo juiz do processo”.

“Tal como anunciou publicamente, o Presidente da República dá a conhecer aos portugueses as respostas enviadas às duas perguntas: a primeira sobre uma reunião em Tancos no dia 04 de Julho de 2017 e a segunda sobre as circunstâncias em que teve conhecimento, a 18 de Outubro de 2017, do aparecimento das armas e de que poderia haver uma encenação, o que soube, a 25 de Julho de 2018, pela Procuradora-Geral da República”, lê-se na mesma nota.

O Presidente da República afirma no seu depoimento escrito como testemunha no processo de Tancos que soube do aparecimento do material de guerra “pela comunicação social, com base em informação veiculada pela agência Lusa”.

No depoimento escrito que hoje prestou, divulgado no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa acrescenta que “não recebera, sobre esse aparecimento, qualquer outra comunicação anterior, nem do Governo, nem de chefias militares, nem de Belém, nomeadamente da Casa Militar, seu chefe, assessores ou ajudantes de campo”.

O chefe de Estado precisa que soube da notícia do aparecimento do material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos pela comunicação social no dia 18 de Outubro de 2017 ao “fim da manhã”, quando se encontrava na sua residência em Cascais.

“No mesmo dia, ou no seguinte, falou-lhe a senhora procuradora-geral da República [Joana Marques Vidal] indignada com a marginalização do Ministério Público, que considerava ilegal e muito grave”, adianta o Presidente da República.

O processo sobre o furto e as circunstâncias da posterior recuperação de material de guerra dos Paióis Nacionais de Tancos, que tem entre os seus 23 arguidos o anterior ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, começou a ser julgado no dia 02 de Novembro, em Santarém.

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