A 28ª edição do ‘Mês da Enguia’ em Salvaterra de Magos foi apresentada esta manhã no Cais da Vala, numa sessão que contou com intervenções do presidente do Município, Hélder Esménio, de José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, de João Oliveira, da Confraria da Enguia e da chef e formadora Noélia Costa da Escola Profissional de Salvaterra de Magos.

Coube a Hélder Esménio a apresentação detalha do evento que reúne “a mestria de 17 restaurantes aderentes na confecção da enguia, que elegemos neste período como a rainha do Tejo”, afirmou o autarca.

Um evento ao qual o município quer dar “dimensão nacional” e que reúne à sua volta o mundo associativo, cultural e a economia local que “dão as mãos” na defesa dos “saberes e sabores à mesa, degustando desde as receitas mais tradicionais às mais inovadoras, numa combinação perfeita entre a enguia e os produtos endógenos do nosso território”, sublinhou.

Segundo Helder Esménio, o ‘Mês da Enguia’ é um certame que “congrega os nossos elementos mais identitários, juntando a todo o património cultural e natural que o nosso concelho à beira Tejo possui, o melhor das nossas produções agrícolas, como o tomate e o arroz, os nossos vinhos, licores, doçaria e até o nosso pão”.

Por sua vez, José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo sublinhou a “capacidade de agregação” do município salvaterrense em redor de um produto – a enguia – que arrasta consigo um “vasto programa cultural” e que assume “notoriedade nacional”.

José Santos anunciou ainda que o ‘Mês da Enguia’ de Salvaterra de Magos e a Feira de Artesanato são dois dos primeiros eventos num calendário bem mais vasto que a ERTAR irá apresentar no início de Março na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

“Salvaterra tem feito um interessante trabalho na investigação do seu património”, afirmou, dando como exemplos, a gastronomia, os bordados de Glória do Ribatejo, um património que celebra o 2º aniversário da sua inclusão no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, a Falcoaria Real, a Olaria de Muge e a Cultura Avieira que “geram argumentos de venda deste território”, assinalou José Manuel Santos.

Já João Artur Oliveira, da Confraria da Enguia que recentemente assinalou o seu 15.º aniversário, referiu que tem levado a enguia de Salvaterra a diferentes Capítulos de Confrarias espalhadas um pouco por todo o país.

Finalmente a chef Noélia Costa da Escola Profissional de Salvaterra de Magos, deixou clara a prioridade da escola em promover os produtos endógenos da região, entre os quais “a enguia, o arroz e o tomate”, a base de uma entrada que a escola confeccionou e que abriu hoje o almoço de apresentação do ’Mês da Enguia’ em Salvaterra de Magos.

Um mês de animação

O ‘Mês da Enguia’, de 1 a 31 de Março, em Salvaterra de Magos é o leitmotiv para uma visita mais ampla ao concelho.

Hélder Esménio deixa o convite: “Reúna a família e amigos e não deixe de visitar a nossa Falcoaria Real e todo o seu legado que nos conduz numa viagem do passado até aos nossos dias, nesta prática reconhecida pela Unesco. À beira Tejo, visite a aldeia piscatória avieira do Escaroupim e os seus espaços museológicos, ficando o desafio a um inesquecível passeio no Tejo a bordo de um dos operadores turísticos que partem do cais principal. Visitas à Barragem de Magos, à Praia Doce e ao Bico da Goiva são mais três locais de elevada beleza natural e paisagística que deverão constar no seu roteiro. A nossa identidade concelhia também é feita de tesouros criados pelas sábias mãos do nosso povo, onde destaco a olaria de Muge e convido à descoberta da arte de pormenor dos bordados de Glória do Ribatejo”.

Uma centena de expositores de diversas regiões do país e um vasto programa de actividades e espectáculos, a Feira Nacional de Artesanato e de Produtos Tradicionais, completam a “ementa” deste Mês da Enguia de Salvaterra de Magos, este ano na sua 28.ª edição.

(Ler notícia desenvolvida na edição impressa de 23 de Fevereiro do Correio do Ribatejo).

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