A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo pediu ao Governo “mecanismos excepcionais” para “minorar os terríveis impactos” do “flagelo” dos incêndios que atingiram, no passado fim de semana, os concelhos de Mação, Sertã e Vila de Rei.

Em comunicado, a CIM do Médio Tejo, liderada pela socialista Anabela Freitas (Tomar), manifesta “total solidariedade” para com aqueles três municípios e realça que “este ‘fenómeno’ assume um carácter excepcional, dado que, do ponto de vista ambiental, existem hoje concelhos no Médio Tejo com a quase totalidade de área florestal ardida, o que tem de merecer a atenção e a tomada de decisão conforme a excepcionalidade referida”.

“A CIM do Médio Tejo considera fundamental a criação de mecanismos excepcionais de forma a minorar os terríveis impactos de todo este flagelo, não descurando o necessário apoio a particulares, a infraestruturas e demais agentes locais afectados pelos incêndios”, refere a nota que divulga a posição tomada quinta-feira, por unanimidade, pelo Conselho Intermunicipal desta entidade.

O comunicado considera “crucial” que os poderes públicos, centrais e locais, conjuguem esforços para que possa existir “uma inversão do actual quadro e o desenvolvimento destes territórios do interior, que têm sido fustigados constantemente com os incêndios florestais”.

A comunidade intermunicipal sublinha ainda que os incêndios que têm afectado a região “potenciam a desertificação populacional e o desinvestimento nestes territórios unanimemente considerados prioritários”.

A CIM do Médio Tejo integra os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha (do distrito de Santarém) e Sertã e Vila de Rei (do distrito de Castelo Branco).

Dois dos fogos com origem na Sertã e um em Vila de Rei assumiram no sábado passado maiores dimensões, tendo este último alastrado, no mesmo dia, ao concelho de Mação.

O INEM referiu que destes fogos resultaram 16 feridos, um deles grave, num total de 39 pessoas assistidas.

O incêndio nos concelhos de Vila de Rei e Mação consumiu mais de 9.500 hectares de florestais, cerca de metade da área ardida deste ano e aproximadamente a área de Lisboa, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

Segundo o presidente da Câmara de Vila de Rei, neste concelho arderam sobretudo de floresta, além de algumas habitações, alfaias agrícolas, olivais e medronhal.

O presidente da Câmara da Sertã afirmou que no seu concelho arderam entre 600 e 700 hectares de floresta.

De acordo com autarcas de Mação e de Vila de Rei, nestes dois municípios a limpeza dos terrenos nas faixas de segurança à volta das aldeias terá evitado males maiores aquando da passagem do incêndio.

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