O primeiro-ministro, Luis Montenegro (E), durante a visita à 60ª Feira Nacional de Agricultura/70ª Feira do Ribatejo, no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, 13 de junho de 2024. PAULO CUNHA/LUSA

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse ontem que o seu executivo continuará a governar “mesmo sem convergência” e que os portugueses não querem saber se as “propostas do Governo são propostas de lei ou propostas de autorização legislativa”.

“Mesmo que não haja convergência nós vamos governar, é para isso que nós estamos hoje no Governo. Nós fomos escolhidos para isso”, disse Luís Montenegro, numa visita à Feira Nacional da Agricultura (FNA), em Santarém, acompanhado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro-ministro considerou, em declarações aos jornalistas, que os portugueses não estão “interessados se as propostas do Governo são propostas de lei ou de autorização legislativa”, e acrescentou que a sua prioridade é resolver os problemas da população.

“Perante estas políticas concretas, acha mesmo que os portugueses querem saber se as propostas do Governo são propostas de lei ou propostas de autorização legislativa? Eu pergunto se é nisto que se concentram os agentes políticos. Se é, eu desejo-lhes boa sorte para essa tarefa, porque a minha é diferente. A minha é a vida concreta das pessoas, é a resolução dos problemas das pessoas”, explicou.

O social-democrata falava depois de a líder parlamentar do PS, Alexandra Leitão, ter questionado no plenário da Assembleia da República se a intenção do Governo é “continuar a apresentar autorizações legislativas” em vez de ir ao parlamento “apresentar propostas de lei”.

Sobre a articulação com as diferentes forças políticas, Luís Montenegro afirmou que o executivo (PSD/CDS-PP) tem estado aberto ao diálogo, mas não pode forçar a oposição a convergir politicamente.

“O Governo tem dialogado sempre com as oposições. O Governo não pode obrigar as oposições que não têm vontade política de materializar esse diálogo em convergência, não tem essa capacidade”, admitiu.

Montenegro afirmou ainda que, na campanha eleitoral para as legislativas de março, apenas um candidato “assumiu que só governaria se ganhasse eleições – e esse candidato é hoje primeiro-ministro”.

No âmbito da visita à Feira Nacional da Agricultura, Montenegro também anunciou que o Governo vai aprovar na sexta-feira, no Conselho de Ministros, um projeto intitulado “A água que une”, que tem como objetivo potenciar a boa utilização da água e o seu armazenamento.

“Este é um projeto de planeamento estratégico deste recurso, potenciando o seu armazenamento, a sua boa utilização e a sua conciliação entre todas as formas de utilização, seja para a agricultura, para o turismo ou para o consumo humano”, explicou.

Montenegro destacou ainda a colaboração que tem havido entre o Ministério da Agricultura e das Pescas e o Ministério do Ambiente e da Energia, referindo que “na união de esforços entre estes dois ministérios nascem estratégias que vão resolver os reais problemas das pessoas”.

Leia também...

Edição 2023 do Orçamento Participativo de Azambuja recebeu 39 propostas

Nesta edição 2023 do Orçamento Participativo do Município de Azambuja, está concluída a fase de apresentação de propostas, tendo sido recebidas 39 ideias de…

Acidente na EN 368 provoca dois feridos, um deles grave

Uma colisão entre dois veículos ligeiros de passageiros provocou dois feridos, um deles com grave, na manhã desta quinta-feira, 22 de Abril, na Estrada…

Chamusca com resultado líquido positivo de 505 mil euros após prejuízo em 2024

O município da Chamusca encerrou o exercício económico de 2025 com um resultado líquido positivo de 505 mil euros, recuperando face ao resultado negativo…

Reitor de Fátima quer orações em Língua Gestual para maior participação de surdos

O reitor do Santuário de Fátima alertou hoje a Comissão Episcopal de Liturgia para a urgência da fixação das orações principais e dos ritos…