O Museu Ibérico de Arqueologia de Arte (MIAA), em Abrantes, inaugurou no passado dia 16 de maio duas novas exposições de arte contemporânea, nas salas da Coleção Figueiredo Ribeiro. “Armistício de verão”, escultura e desenho de Marco Franco, e “Tangled Becomings: Ecos de Biomas Mutantes”, mostra de obras de Jéssica Pereira Gaspar, têm a curadoria de Natxo Checo e estão patentes ao público até 25 de outubro.
Sobre a exposição “Armistício de verão”, o curador destaca que a obra de Marco Franco ignora qualquer tradição.
“Parece moderna e abstrata, mas é pura manifestação de vontade, materialização rítmica, prova de vida. As centenas de ferros calandrados não são pensados como esculturas, mas antes iterações de gestos, força, procedimentos. De modo idêntico, os desenhos de Marco Franco não são abstrações onde reconhecemos ascendências na arte ocidental”, descreve.
Relativamente à mostra “Tangled Becomings: Ecos de Biomas Mutantes”, Natxo Checa sublinha que a prática artística de Jéssica Pereira Gaspar procura a partir das artes visuais a intersecção com a biologia.
“Os dispositivos que propõe colocam em tensão mundos radicalmente diferentes de perceção, vitalidade e estímulo: o fúngico, o mexilhão, a cera, o digital, o ópio e o público”, evidencia.
Ambas as mostras podem ser visitadas de terça-feira a domingo, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. A entrada é gratuita no domingo.




