“O Gana tem um peso muito reduzido no contexto do comércio externo português. Em 2013, o país posicionou-se como o 74º cliente de Portugal, absorvendo apenas 0,05% do total das exportações portuguesa”, começou por dizer o estudo de mercado para apoiar a exportação das empresas da região relativamente ao mercado africano da República do Gana.

Existe, por este motivo, espaço para crescimento das exportações das empresas portuguesas para este país. De facto, foi com esse objetivo que a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, elaborou um estudo de mercado relativamente a este país africano, onde faz uma caracterização socioeconómica, política e fiscal do mesmo, e dá ainda algumas indicações imprescindíveis para alavancar os processos de exportação para este país.

O documento elenca, por exemplo, documentos e procedimentos para a exportação, regimes aduaneiros, proibições e procedimentos especiais, requisitos de embalagem e rotulagem e ainda os custos inerentes ao processo de exportação, dando ainda a composição das exportações portuguesas para o Gana: “em 2013, destacam-se nas primeiras posições os veículos e outro material de transporte (30% do total), os minerais e minérios (19,2%) e as máquinas e aparelhos (15,2%) que, no seu conjunto, representam 64,4% do total exportado (51,1% em 2012). Excetuando as máquinas e aparelhos, com uma quebra de 7,7% em valor. Nos primeiros seis meses de 2014, os minerais e minérios assumem-se como a principal categoria de produtos exportados (42,3% do total), com uma subida de 135,4% face ao período homólogo de 2013. Seguem-se as máquinas e aparelhos (16,1%), os veículos e outro material de transporte (12,9%) e os produtos agrícolas (7%).”

O documento refere ainda que no que diz respeito “às compras portuguesas de produtos ganeses, assinala-se a enorme concentração num único grupo de produtos – combustíveis minerais -, que representou 97,8% das compras em 2013. Este grupo dos combustíveis minerais é constituído, exclusivamente, pelos óleos brutos de petróleo ou de metais betuminosos. No primeiro semestre de 2014, os produtos agrícolas ocupam a principal posição de produtos importados (53,7% do total), seguindo-se as matérias têxteis (39,8%) e os produtos alimentares (5,6%). Nas compras de Portugal ao Gana, os produtos industriais transformados tiveram um peso muito reduzido, apenas 1,7% do total das importações em 2014.”

Os interessados em conhecer mais sobre o mercado do Gana e sobre como exportar para este país, podem solicitar o estudo de mercado à NERSANT, através dos contactos datic@nersant.pt ou 249 839 500. O mesmo – bem como o restante conjunto de estudos sobre outros mercados prioritários – está também disponível online no portal www.exportibatejo.pt, na área “Documentação”.

De referir que a realização deste estudo integra o projeto financiado EXPORT INTELLIGENCE – Promoção da internacionalização da Região, financiado pelo COMPETE 2020 no âmbito do SIAC.

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