Cinquenta anos depois da morte de Celestino Graça, o homem que projectou o Ribatejo no mapa cultural do país e deu corpo à Feira do Ribatejo, ao Festival Internacional de Folclore de Santarém e ao Grupo Académico de Danças Ribatejanas, o seu nome voltou a reunir gerações no Centro Etnográfico de Santarém, na noite de sexta-feira. A sessão evocativa, promovida pelo Grupo Académico, prolongou-se por mais de duas horas de memória, testemunho e reflexão, com intervenções de Francisco Morgado e Ludgero Mendes, que revisitaram o percurso de vida, o pensamento e a acção do comendador, sublinhando a actualidade do seu legado cultural e cívico. O encontro encerrou com um momento de forte simbolismo institucional: a entrega ao Grupo Académico de Danças Ribatejanas do diploma de Sócio Efectivo da Federação de Folclore Português, acto presidido por Daniel Café e testemunhado pelas autoridades locais, que reconheceu formalmente o papel do grupo como herdeiro directo e guardião da escola de autenticidade e rigor fundada por Celestino Graça.

 

Cinquenta anos após o falecimento de Celestino Graça, o nome do comendador voltou a encher o Centro Etnográfico que perpetua a sua memória. O Grupo Académico de Danças Ribatejanas promoveu, na noite de sexta-feira, 24 de Outubro, uma sessão evocativa dedicada à memória daquele que é considerado o maior dinamizador cultural do Ribatejo contemporâneo.

O encontro, que assinalou meio século sobre a morte de Celestino Graça, reuniu familiares, folcloristas, antigos colaboradores e autarcas, num momento de evocação e reconhecimento.

A cerimónia abriu com as palavras de Ludgero Mendes, presidente da direcção do Grupo Académico, que iniciou a sessão com uma homenagem a João Cotrim, dirigente recentemente falecido, recordado como “um amigo e companheiro de sempre, exemplo de entrega e lealdade”. “Foi uma figura discreta, mas essencial na vida do grupo. Dedicou-se com uma disponibilidade rara e com uma serenidade que fazia de cada ensaio uma lição de convivência”, disse Ludgero Mendes, sublinhando que Cotrim “foi um dos pilares que mantiveram viva a chama do grupo nos anos difíceis que se seguiram à morte do mestre Celestino Graça, em 1975”.

Nessa evocação, anunciou ainda que a sala de convívio do Centro Etnográfico passará a designar-se Sala João Cotrim, “em sinal de gratidão e de memória”. “Era ali que gostava de estar, a conversar, a ouvir os outros, a partilhar um copo e uma história. Lá ficará o seu nome, perpetuando o convívio e a amizade que sempre cultivou”, afirmou o dirigente, pedindo depois um minuto de silêncio.

No seguimento da sua intervenção, Ludgero Mendes traçou um breve balanço do trabalho recente do Grupo Académico e agradeceu o apoio da Câmara Municipal nas obras de beneficiação do edifício, salientando a importância da cooperação institucional para a preservação do património cultural.

Seguiu-se a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, que destacou a figura de Celestino Graça como “um dos maiores vultos da história local e nacional pela forma como uniu cultura, agricultura e identidade”. “O que hoje conhecemos como a Feira Nacional de Agricultura, o Festival Internacional de Folclore, ou até a projecção do Ribatejo como símbolo de portugalidade, têm origem na sua visão e na sua capacidade de reunir pessoas em torno de um ideal comum”, referiu.

O autarca sublinhou que “é fundamental que Santarém saiba preservar esta herança” e reconheceu o papel do Grupo Académico como “guarda e continuador da obra de Celestino Graça”. “Sempre que o município for chamado a colaborar em iniciativas que dignifiquem o seu nome e a cultura do Ribatejo, estaremos presentes, com o mesmo sentido de missão e de responsabilidade”, afirmou João Teixeira Leite, numa intervenção pontuada por referências ao impacto nacional da obra de Graça.

A sessão prosseguiu com a comunicação de Francisco Morgado, que iniciou a sua intervenção com uma reflexão sobre o significado do legado do comendador: “Celestino Graça foi mais do que um organizador ou um promotor. Foi um construtor de pontes, um homem que fez da cultura uma forma de cidadania.” 

 

A memória viva de Francisco Morgado

A intervenção de Francisco Morgado trouxe à sessão a dimensão mais íntima e humana da figura de Celestino Graça. Com a voz segura de quem conviveu com o comendador, iniciou a sua evocação com uma frase que soou como mote para tudo o que viria a seguir: “Comunicar é meter as pessoas dentro das nossas palavras.”

E, com essa frase, convidou os presentes a entrar nas suas memórias de juventude — num tempo em que Santarém era “uma cidade pequena, de ruas silenciosas e de cafés cheios de conversas”, onde a energia de Celestino Graça já se fazia notar. “Era um homem de verbo fácil, de ideias claras e de uma vontade inquebrável. Tinha o dom de ouvir e de fazer acontecer”, disse.

Francisco Morgado descreveu o posto de turismo da cidade — onde Celestino passava boa parte dos dias — como um verdadeiro centro de decisão informal. “Era ali, em redor da mesa grande e das cadeiras de verga, que se tratavam os assuntos da Feira, se decidiam festivais e se trocavam ideias. Não havia protocolos: quem entrava era recebido, quem falava era escutado.”

O orador foi pontuando o seu discurso com episódios que ilustraram a independência e o carácter do comendador. Recordou, por exemplo, o momento em que recusou a tentativa do então primeiro-ministro Marcelo Caetano de usar a Casa do Campino para uma reunião política da União Nacional. “Cumpri o dever de anfitrião até à porta. Da porta para dentro é política, e nisso não me meto”, teria dito Celestino Graça, gesto que Francisco Morgado descreveu como “um acto de coragem num tempo em que o silêncio era regra”.

“Não era um homem do regime, nem um opositor de conveniência. Era, sobretudo, um homem livre”, explicou. “Sabia relacionar-se com todos, mas nunca vendeu a alma ao poder. Serviu-se das instituições quando serviam o Ribatejo — e serviu o Ribatejo como quem serve uma causa.”

Francisco Morgado falou também do olhar sensível de Celestino Graça sobre o mundo rural e as suas gentes. “Ele via a dignidade no trabalho e a beleza na simplicidade. Entre os campinos, via arte; nas lavradeiras, via poesia. Sabia que o folclore não era uma encenação do povo — era o próprio povo em movimento.”

Num dos momentos mais vivos da intervenção, recordou uma visita conjunta a uma herdade, onde presenciaram uma cena inesperada. “Uma mulher, a mulher do maioral, enfrentou seis touros em carga apenas com a voz. Os animais recuaram. O Celestino olhou-me e disse: ‘Este é o mistério da bravura. Ninguém sabe porquê.’” A história arrancou sorrisos, mas também um silêncio respeitoso. “Era assim: via o mundo com curiosidade, e em tudo encontrava uma razão para aprender.”

O tom tornou-se mais grave quando o orador evocou os últimos anos de vida do comendador. “Foi injustiçado. Depois do 25 de Abril, levantaram suspeições sobre a Feira e sobre a sua ligação ao regime. Dói-me dizer isto, mas o país foi ingrato para com um homem que tanto lhe deu.”

Francisco Morgado recordou a sessão pública de Outubro de 1974, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, quando Celestino Graça apresentou as contas da Feira Nacional de Agricultura. “A sala estava cheia, e quando terminou, levantou-se toda a gente a aplaudir. Foi o aplauso de um povo que sabia o que lhe devia.”

O historiador sublinhou ainda o carácter pedagógico do legado deixado por Celestino Graça. “Criou uma forma de fazer, de ensinar e de inspirar. Foi mestre sem ser professor, foi dirigente sem precisar de títulos. Tinha um instinto raro para unir as pessoas e transformar as ideias em factos.”

Com voz pausada, Morgado encerrou a sua intervenção com palavras de gratidão: “Celestino Graça foi um homem maior porque não viveu para si. A sua grandeza mede-se pelo que deixou: uma cidade mais viva, uma região mais consciente e um país mais atento à sua cultura popular. Santarém deve-lhe o que é. O Ribatejo deve-lhe o que sente.”

A herança viva de Celestino Graça

Depois da intervenção de Francisco Morgado, coube a Ludgero Mendes, presidente do Grupo Académico de Danças Ribatejanas, retomar a palavra e dar corpo à memória histórica de Celestino Graça. O discurso, foi também um testemunho de décadas de investigação e de vivência directa com a herança do comendador.

Ludgero Mendes começou por sublinhar a importância de olhar para a obra de Celestino Graça “com o distanciamento da história e com o respeito da gratidão”. Lembrou o contexto familiar e social do homenageado — “nascido em 1914, filho de um sargento do Exército, educado num ambiente de disciplina e de honestidade, onde a palavra dada valia mais do que qualquer documento” — e observou que essa rectidão marcou toda a sua vida pública. “Foi um homem de uma só linha. Nunca se desviou, nem quando o caminho se tornou difícil.”

O orador evocou os primeiros anos de actividade de Celestino Graça, quando, ainda jovem regente agrícola, conciliava o trabalho técnico com uma curiosidade intelectual que o levaria a cruzar ciência, cultura e tradição. Ajudou a fundar a Associação Académica de Santarém, dinamizou a Brigada Técnica Agrícola e criou projectos de experimentação agrícola que modernizaram o campo ribatejano. “Foi um homem de acção, mas também de reflexão”, recordou.

Dessas experiências resultou, em meados da década de 1950, a ideia de criar um certame que reunisse o mundo agrícola, as tradições populares e o comércio local. Nascia assim a Feira do Ribatejo, inaugurada em 1954, embrião da futura Feira Nacional de Agricultura. “Celestino Graça percebia o território e percebia as pessoas. Sabia que a feira não era apenas um espaço de negócios, mas um encontro entre a terra e a cultura, entre quem produz e quem vive da produção”, afirmou Ludgero Mendes.

O dirigente deteve-se sobre esse primeiro ciclo de organização, lembrando que “as primeiras edições eram feitas quase do nada”, com estruturas improvisadas e um entusiasmo colectivo que compensava a escassez de recursos. “Havia quem trouxesse as varas de eucalipto, quem fizesse as esteiras, quem montasse as bancas. Tudo era feito à mão e com alma”, contou.

Ao mesmo tempo, surgiam os primeiros grupos de folclore ligados à visão cultural de Graça: em 1955, o Rancho Folclórico dos Pescadores do Tejo; e, no ano seguinte, o Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, o Grupo Infantil de Dança Regional e o Grupo Académico de Danças Ribatejanas. “Ele foi o motor de todos. Onde via uma diferença cultural, via também uma riqueza. Transformou o que era fragmento em identidade colectiva”, observou Ludgero Mendes, acrescentando que “a partir daí o Ribatejo ganhou voz, dança e imagem”.

Em 1959, Celestino Graça fundou o Festival Internacional de Folclore de Santarém, depois de ter participado num certame semelhante em França. “Viu o que queria fazer em Santarém: um encontro de culturas, uma celebração universal da tradição popular”, contou o orador. O festival cresceu rapidamente e, em 1970, Celestino Graça tornou-se co-fundador do CIOFF – Conselho Internacional de Organizadores de Festivais de Folclore, organismo reconhecido pela UNESCO e ainda hoje de referência mundial. “Muito antes de Portugal ter aberto as fronteiras políticas, ele abriu as culturais. Trouxe a Santarém grupos do Leste europeu, num tempo em que o país não tinha relações diplomáticas com esses Estados. Assumiu ele próprio a responsabilidade perante o Governo. Era assim: ousava e cumpria.”

Ludgero Mendes descreveu também o papel do comendador na construção da Praça de Toiros de Santarém, concluída em 1964. “Foi ele quem mobilizou vontades, angariou fundos, organizou espectáculos e, quando era preciso, punha as mãos à obra”, disse, lembrando que muitos cidadãos contribuíram com dias de trabalho e pequenas doações. “A Praça foi erguida em cinco meses. As pessoas que não podiam dar dinheiro ofereciam um dia de trabalho. Essa capacidade de mobilizar a cidade é talvez o maior legado de Celestino Graça.”

Entre histórias e factos, Ludgero Mendes partilhou episódios ilustrativos da integridade pessoal do homenageado. “Geriu a Praça durante seis temporadas sem receber um escudo. Pagava bilhete quando assistia aos espectáculos, porque queria dar o exemplo. Quando a Câmara lhe ofereceu o livre-trânsito, respondeu que preferia pagar, para sentir o que era estar do outro lado.”

Essa postura de independência, prosseguiu, “fazia dele um homem incómodo para muitos e inspirador para outros tantos”. “Teve críticos, naturalmente, mas nunca lhes virou as costas. Quando alguém o contestava, convidava-o a uma reunião aberta e dizia: venha, critique, proponha, ajude. Era um democrata antes do tempo.”

O orador não deixou de manifestar crítica à forma como o espírito fundador da Feira Nacional de Agricultura se foi perdendo ao longo das décadas seguintes. “A Feira de hoje é muito diferente daquela que ele idealizou. Tornou-se mais comercial, menos comunitária. O CNEMA não soube honrar essa herança. Com os recursos e os apoios de hoje, o que não faria Celestino Graça!”, lamentou.

Na parte final da sua intervenção, Ludgero Mendes aproximou-se de um tom mais pessoal: “Celestino Graça ensinou-nos que o folclore não é apenas a dança, é a forma de estar. É respeito, é autenticidade, é trabalho. Foi isso que procurámos seguir durante estes cinquenta anos — manter viva uma escola de rigor e de verdade.”

“Celestino Graça foi um homem que uniu gerações e instituições. Fez da cultura popular uma ponte entre o passado e o futuro. Santarém, como a conhecemos hoje, deve-lhe muito do que é e do que representa no país”, concluiu Ludgero Mendes.

Grupo Académico passa a Sócio Efectivo da Federação de Folclore Português

A sessão evocativa terminaria com um gesto de profundo significado institucional: a entrega ao Grupo Académico de Danças Ribatejanas do diploma de Sócio Efectivo da Federação de Folclore Português, um acto simbólico que consagra décadas de trabalho, estudo e fidelidade à matriz fundadora de Celestino Graça.

A cerimónia foi conduzida por Daniel Café, presidente da Federação de Folclore Português, e contou com a presença de João Teixeira Leite, presidente da Câmara de Santarém, de Nuno Domingos, vereador da Cultura, e de Fernando Lopes, director da delegação distrital da Fundação INATEL, que testemunharam o acto em representação da comunidade e das entidades parceiras. 

Antes da entrega do diploma, Ludgero Mendes explicou o significado deste passo: “Fui dirigente da Federação desde 1977, mas entendi que o Grupo Académico só deveria associar-se formalmente quando se garantisse o mesmo rigor técnico e a mesma exigência artística que sempre norteou o nosso trabalho. Esse momento chegou agora, porque hoje a Federação é uma casa de qualidade, de disciplina e de exigência.”

O dirigente recordou que o processo de filiação do Grupo não foi imediato. “Durante anos, acompanhei a evolução da Federação e vi-a transformar-se numa estrutura sólida, capaz de distinguir quem faz do folclore uma actividade de estudo e quem o reduz a mero entretenimento. O Dr. Daniel Café trouxe-lhe credibilidade, reforçou o seu papel pedagógico e elevou o nível de exigência. Por isso, senti que era o tempo certo.”

A candidatura foi avaliada por uma equipa do Conselho Técnico Regional do Ribatejo, coordenada por Rita Pote, que, após uma visita ao Centro Etnográfico Celestino Graça, em Maio, apresentou parecer favorável à integração plena do Grupo Académico. “Foi um processo técnico, exigente e transparente”, explicou Ludgero Mendes. “Foram analisados figurinos, coreografias, acervos, práticas formativas e a coerência entre o discurso e a representação. O parecer foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Nacional da Federação, e é isso que hoje celebramos.”

Daniel Café tomou então a palavra. Com um tom de reconhecimento, começou por dizer: “Mais do que um acto administrativo, esta cerimónia é um gesto de justiça. É o reconhecimento de um grupo que há décadas se mantém fiel à escola de Celestino Graça, que é, no fundo, a escola do rigor e da autenticidade.”

O presidente da Federação destacou o simbolismo da data. “Assinalar os 50 anos da morte de Celestino Graça e, ao mesmo tempo, elevar o Grupo Académico à categoria de Sócio Efectivo, é unir passado e futuro. Porque, mais do que recordar o seu falecimento, celebramos a sua vida, o seu exemplo e as sementes que deixou.”

Na sua intervenção, Daniel Café sublinhou ainda a relevância do Grupo Académico no contexto nacional. “É uma referência incontornável. Representa Santarém, representa o Ribatejo e, mais do que isso, representa a ética do movimento folclórico português. Este grupo é uma escola de qualidade, com uma direcção que tem sabido manter viva a exigência e o estudo. Faltava-lhe apenas esta distinção formal — e ela chega por mérito próprio.”

O dirigente recordou também o papel de Ludgero Mendes no panorama do folclore nacional. “Tem sido um pilar da nossa Federação. Um homem de visão, de perseverança e de estudo, que honra a herança de Celestino Graça. 

Seguiu-se o acto de assinatura do Compromisso de Honra, documento que formaliza o vínculo do Grupo Académico à Federação e que obriga as futuras direcções a cumprir as normas técnicas e estatutárias da instituição. Lido em voz alta por Daniel Café, o texto consagra o compromisso do Grupo “em respeitar as orientações técnicas e os princípios de autenticidade e valorização cultural que regem a Federação de Folclore Português”. O documento, assinado em triplicado, ficará arquivado na Federação, no Conselho Técnico Regional e no próprio Grupo Académico.

Para testemunhar o acto, foram convidados três representantes institucionais: João Teixeira Leite, Nuno Domingos e Fernando Lopes, que rubricaram o documento e felicitaram o Grupo. 

Após a assinatura, Daniel Café voltou à tribuna: “Em linguagem simples, o que hoje acontece é como uma subida de divisão. O Grupo Académico entra, por mérito próprio, no primeiro escalão do folclore português. Esta distinção é o reconhecimento de um percurso de rigor, de autenticidade e de serviço à cultura.”

Ludgero Mendes agradeceu em nome do grupo e dedicou a distinção “a todos os que ajudaram a construir esta história”. “Este diploma é mais do que um papel — é o testemunho de uma caminhada colectiva, feita de trabalho, estudo e paixão pela cultura. É também uma homenagem a todos os que já partiram e que, de alguma forma, estão connosco nesta noite”, afirmou.

A cerimónia terminou com a entrega formal do diploma a Ludgero Mendes, em nome de todos os actuais e antigos membros do Grupo Académico. O gesto fechou o ciclo simbólico de uma noite que foi, ao mesmo tempo, homenagem e renovação.

Com a passagem a Sócio Efectivo da Federação de Folclore Português, o Grupo Académico de Danças Ribatejanas consolidou o lugar que há muito ocupava na prática: o de guardião da obra de Celestino Graça e de referência maior do movimento folclórico português.

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