As novas regras de comercialização de arroz e trinca de arroz, com rotulagem concordante com a qualidade do produto, vão defender os agricultores, industriais e consumidores, sem aumentar o preço deste cereal, defendeu a Orivárzea.

“Penso que defende tanto os agricultores, como a produção, como os industriais, para que não haja tentação de se vender coisas que não correspondem ao que dizemos que vamos vender. Dá mais segurança aos consumidores”, afirmou o presidente da Orivárzea – Orizicultores do Ribatejo, António Madaleno.

As novas regras de comercialização do arroz entram hoje em vigor e definem as características a que devem obedecer o arroz da espécie Oryza sativa L. e a trinca de arroz, fixando os respectivos tipos e classes comerciais, estabelecendo ainda normas técnicas relativas à comercialização, acondicionamento e rotulagem.

De acordo com o presidente da Orivárzea, que é composta por 50 produtores, trata-se apenas de “uma clarificação” das normas já existentes para defender o arroz carolino, que é “genuinamente português”, e para regular outras variedades, como basmati ou para risoto.

Estas alterações não deverão trazer custos para os produtores, excluindo aqueles que não trabalham apenas com arroz português.
Neste sentido, também o preço final para o consumidor não deverá sofrer alterações.

Cerca de “85% do custo de um pacote de arroz é a matéria prima” e só esta pode trazer “algum crescente visível ao preço”, não se vislumbrando assim “qualquer acréscimo”, explicou António Madaleno.

Com as alterações agora introduzidas, o Governo acrescenta – às categorias de arroz comum definidas no diploma – tipos de arroz de alta qualidade, como o basmati, integral, jasmim, risoto ou sushi.

O novo regime altera o de 2017, que estabelecia os qualificativos e características do arroz tipo comercial ‘longo’ e de classe ‘extra’, que contém, segundo diz o Governo num diploma publicado, na terça-feira, em Diário da República, “uma imprecisão no que respeita à forma de aplicação dos parâmetros analíticos pico de viscosidade e retrogradação relativamente ao arroz ‘agulha’, considerando-se que os resultados da aplicação devem ser considerados como alternativos e não como cumulativos”.

Excluindo o arroz basmati, jasmim, risoto, integral e sushi, e todos outros sujeitos a tratamentos tecnológicos, dado não se tratarem de categorias de arroz de classe ‘comum’”, o arroz longo da categoria A e B que não contemple as características preestabelecidas pelo diploma é comercializado com a classe ‘comum’.

No caso do arroz carolino, tem de ser arroz longo da categoria A, com teor amilose inferior a 22% expresso na matéria seca, produzido em Portugal e da subespécie ‘japonica’ e seus híbridos, enquanto o arroz agulha tem de ser arroz longo da categoria B com teor amilose superior a 2

Leia também...

Programa da NERSANT ajuda novos negócios a entrar no mercado

A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém tem vindo a apoiar diversos empreendedores no processo de transformação da sua ideia num negócio.…

Fernão Pires: vinhos da casta rainha do Tejo para o Dia da Mãe

O Dia da Mãe está mesmo a chegar: celebra-se no próximo domingo, dia 2 de Maio. Se no Dia do Pai, as escolhas de…

Distrito de Santarém tem 281 empresas PME Líder

Foram 281 as empresas do distrito de Santarém distinguidas com o estatuto PME Líder em 2019. Destas 281 PME Líder do distrito, 21 foram…

Vinhos Já Te Disse no Belcanto, de José Avillez

Os vinhos da marca Já Te Disse recentemente lançados por Pedro Patrício, ribatejano natural de Santarém, passaram a fazer parte da carta de vinhos…