O Festival Internacional de Folclore Celestino Graça está a decorrer na Casa do Campino, no Campo Infante da Câmara, até ao próximo dia 10 de Setembro. Nesse âmbito, foi inaugurado ontem o IV Salão de Fotografia, a cargo de Abel Cunha.

Inicialmente autodidacta, particularmente influenciado pelos fotógrafos Jean Dieuzaide e Georges Dussaud, enquadra a sua narrativa fotográfica na corrente neo-realista produzindo imagens cruas, isentas de adornos ou pretensiosismos artísticos.

O interesse pela fotografia acompanha o Autor desde a adolescência, mas exigências da vida profissional relegaram para segundo plano o gosto pela arte fotográfica que aguardou longo tempo até à conciliação de factores que permitiram, por fim, poder dedicar-lhe o tempo necessário.

Estudou fotografia na APAF (Associação Portuguesa de Arte Fotográfica) onde completou o curso profissional de fotografia e posteriormente o Curso do New York Institute of Photography.

Profundamente interessado na cultura popular elegeu a etnografia e o folclore como sujeito principal do seu trabalho lançando um olhar humanista sobre a actividade das instituições que se dedicam à preservação da memória colectiva.

A sua participação neste Salão de Fotografia assenta neste pressuposto, apresentando um conjunto de fotografias que designou por “Ribatejanos, homens e mulheres que recolhem memórias de tempos antigos, usos e costumes das suas comunidades e os divulgam em Portugal e no mundo”.

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