Foto ilustrativa

Os números envergonham-nos a todos. Durante a quadra festiva que atravessámos registaram-se mais de dois mil acidentes rodoviários em apenas oito dias, dos quais resultaram 23 mortos, 51 feridos graves e mais de 600 feridos ligeiros em todo o país.

De acordo com os balanços oficiais da GNR e PSP, entre 27 de dezembro de 2025 e as 23h59 de sábado (dia 3) ocorreram 2.382 acidentes de viação em todo o território nacional. Destes sinistros resultaram 23 vítimas mortais, 51 feridos graves e 629 feridos ligeiros, números que voltam a colocar a segurança rodoviária no centro das preocupações.

O excesso de velocidade, excesso de álcool, falta ou incorrecta utilização do cinto de segurança, o uso indevido do telemóvel, falta de inspecção periódica obrigatória ou de seguro de responsabilidade civil foram as principais infracções registadas.

A juntar a estes números que valem vidas, o facto de terem sido detidas mais de cinco centenas de condutores apanhados a conduzir “com um grãozinho na asa”.

As campanhas rodoviárias têm o objectivo de alertar para os perigos da estrada e mudar comportamentos, mas raramente são levadas a sério. Algumas são mais eficazes do que outras, tudo depende de quem as aceita, mas há sempre tempo para repensar estratégias, nomeadamente na educação, desde muito cedo, no sentido de ensinar segurança rodoviária nas escolas e punir devidamente os infractores que não respeitam as regras.

Os comportamentos criminosos que todos os dias se vêem nas estradas portuguesas são um problema grave. Morrer na estrada é uma realidade trágica.

Depois de um acidente de viação é o silêncio que grita. Duas palavras que podem mudar tudo em segundos. Uma vida que se apaga, outras que se despedaçam.

A notícia chega como um murro no estômago. O mundo pára. A dor é imediata, intensa, insuportável. As perguntas não param de surgir: Por quê? Porquê ele, porquê ela? Porquê agora?

O luto é um processo doloroso e solitário, vivido de forma diferente: uns choram, outros fecham-se. A saudade aperta. A ausência é um vazio impossível de preencher. Muitas vezes, procuram-se respostas, pede-se justiça.

Queremos saber o que aconteceu, quem é o responsável. Mas a verdade pode ser difícil de encarar, e a justiça já não substitui a perda.

Com o tempo, aprende-se a viver com a saudade, a celebrar a memória do ente querido. É um caminho longo e difícil.

Nesses momentos, o apoio da família, dos amigos e da comunidade é crucial. Uma palavra de conforto, um abraço, um gesto de carinho pode fazer toda a diferença.

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