Pandemia evitou procissão, mas não a visitação de Nossa Senhora do Castelo

Foto: João Dinis

A pandemia de Covid-19 impediu a tradicional procissão em Honra de Nossa Senhora do Castelo, em Coruche, ponto alto das tradicionais Festas que terminaram na passada segunda-feira. A irmandade teve de repensar a forma de assinalar os festejos deste ano, “mantendo as celebrações vivas” e a imagem da santa percorreu de carro as várias localidades da vila.

Este ano, a Irmandade de Nossa Senhora do Castelo colocou a Padroeira de Coruche a ir ao encontro dos seus peregrinos, realizando um circuito por todas as freguesias do concelho ao longo de quatro dias.

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O presidente da Irmandade, António Cabecinhas, refere que a visitação da imagem teve “momentos genuínos” de devoção.

“Foram momentos emocionantes, de grande privilégio para quem organiza, momentos muito genuínos de devoção. Foi gratificante ver a cara das pessoas a mostrar um agradecimento fantástico”, explicou.

Devido às limitações impostas pela pandemia Covid-19, impedindo a tradicional procissão, a irmandade teve de repensar a forma de assinalar os festejos deste ano, “mantendo as celebrações vivas”.

“Não podendo haver procissão havia a vontade de fazer a visitação da Nossa Senhora do Castelo à zona circundante em veículo preparado para o efeito, dividimos o concelho em três grupos de freguesias e levamos a imagem devidamente protegida”, refere o responsável.

A visitação, que terminou no sábado, 15 de Agosto, “num trajecto circundante à vila de 25 km”, foi testemunhado por muitos devotos “em ambiente de oração”.

“Para pessoas que possam não ter grande devoção esta visita toca cada um, momentos de grande emoção, partilhas muito intensas e muito bonitas e depois toda a pressão que estamos a viver deixa as pessoas mais preocupadas e dispostas a receber graças mas destaco que há uma grande devoção, tivemos localidades onde foi arrepiante”, recorda António Cabecinhas.

Outra particularidade desta viagem que a irmandade de Nossa Senhora do Castelo destaca são “as famílias reunidas para ver a imagem a passar”.

“Juntaram-se famílias, com três e quatro gerações para ver a visitação de Nossa Senhora, as famílias fizeram de tudo para que muitos idosos vissem passar a imagem, com reacções extraordinárias de devoção e sabemos o que significa para pessoas com 80 e 90 anos, memórias que lhes toca”, aponta.

Para António Cabecinhas este “ano da festa não será para esquecer” por tudo o que vai vivendo nestes dias e que “marca o único ano em que Nossa Senhora do Castelo não saiu em procissão”.

“Tem sido violento, são muitos dias de preparação e muitos quilómetros, mas bastava o primeiro minuto da visitação para justificar tudo o que temos feito até aqui”, remata.

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