O Tribunal deu provimento ao processo instaurado pelo Ministério Público (MP) de Santarém para extinção da pessoa colectiva de utilidade pública denominada Casa do Povo da Chamusca. O julgamento do caso decorreu entre os anos de 2018 e 2019 e envolveu a inquirição de mais de 40 testemunhas.

Segundo o Ministério Público, o tribunal entendeu “, que os fins previstos nos estatutos daquela pessoa colectiva não se encontravam a ser prosseguidos, pelo menos desde 2008, sendo que, em seu detrimento, apenas se desenvolvia actividade de gestão patrimonial, sem que os fundos auferidos (por exemplo, com a venda das habitações), fossem canalizados para qualquer das actividades que aquela se propunha inicialmente desenvolver”.

A decisão pode ainda ser revertida, segundo a mesma fonte, pois a sentença ainda não transitou em julgado já que ainda pode ser objecto de recurso, mas, caso se mantenha ou seja confirmada, o património da Casa do Povo, que inclui cerca de meia centena de habitações localizadas no Bairro 1.º de Maio, na Chamusca, deverá transitar para a esfera do Estado.

Em paralelo com a acção cível agora decidida, o Ministério Público acompanha o julgamento criminal, no mesmo tribunal, presentemente suspenso, no qual se apuram as responsabilidades penais pelos factos espelhados na acção cível.

Leia também...

Primeiro-ministro diz que novas medidas são para abanar o país e alterar comportamentos

O primeiro-ministro diz que as novas medidas decretadas na quarta-feira, 14 de Outubro, por causa da pandemia, que incluem a declaração do estado de…

PSD exige intervenção urgente nas encostas da cidade

A distrital de Santarém do PSD pediu hoje uma “intervenção urgente do Governo”, através da Infraestruturas de Portugal (IP), na consolidação das encostas de…

“Portugal é reconhecido como uma geografia de produtos de qualidade e de segurança alimentar”

Gonçalo Santos Andrade, natural de Almeirim, foi reeleito para um mandato de três anos como presidente da direcção da Portugal Fresh – Associação para…

NERSANT e CIMLT identificam ‘gaps’ de sustentabilidade e riscos económicos na região da Lezíria do Tejo

Num mundo globalizado, as empresas e os blocos económicos estão sujeitos às interacções e performance dos diversos mercados. A plena inserção nas dinâmicas da…