Gerson Coelho é um tenor, natural de Santarém, que cresceu com uma paixão crescente pela música. Iniciou as aulas de piano aos seis anos e concluiu a Licenciatura em Formação Musical e Direcção Coral pela Escola Superior de Música de Lisboa, tendo, no 2.º Ano do Curso, entrado no programa Erasmus, no Zoltán Kodály Pedagogical Institute of Music, em Keckskemét, Hungria.

A partir dessa data, a música coral e o canto tornaram-se uma prioridade. Mantendo intensa actividade em diferentes projectos corais, tais como o Officium Ensemble, o Coro Gulbenkian, o Coro da Casa da Música, o Estonian Philarmonic Chamber Choir, o Tenso Europe Chamber Choir e o Meesters&Gezellen, Gerson tem evoluído rapidamente como maestro e cantor. Estuda canto com Joana Nascimento e Geert Berghs.

Para quem não o conhece, quem é o Gerson Coelho?

O Gerson é um jovem com muita energia para transmitir e um apaixonado pela música. Uma pessoa alegre e sempre pronta a ajudar quem necessita.

Como é que começa a aventura no mundo da música?

Comecei desde a barriga da minha mãe a ouvir muita música, mas o ponto crucial que me fez despertar, foi aos quatro anos quando recebi como prenda de aniversário um teclado de papel. Foi amor à primeira vista!

Tem uma Licenciatura em Formação Musical e Direcção Coral pela Escola Superior de Música de Lisboa. Porque é que escolheu esta formação?

Na altura queria ser professor e ter uma bagagem sólida, mas o que me fez escolher foi a paixão pela música coral.

Fez Erasmus na Hungria, que ferramentas trouxe desse país?

Trouxe imensas ferramentas a todos os níveis, musicais e, igualmente, a nível pessoal. As mais importantes foram uma compreensão mais profunda de como explorar a música e a sua tremenda importância no ser humano.

Tem várias colaborações com diversos coros, como surgiram essas oportunidades?

O facto de ter feito a minha formação na ESML, permitiu-me estar em contacto com maestros de vários coros. Como fui crescendo e evoluindo nos coros amadores em que comecei a cantar, permitiu-me, lentamente, ir avançando para coros mais experientes e evidenciar novos desafios.

É fácil ser maestro e cantor?

Não é nada fácil. Equiparo muitas vezes a sermos atletas olímpicos, mas da voz. É um trabalho árduo mas, infelizmente, pouco valorizado. Como maestro, é uma grande responsabilidade e como cantor é um exercício corporal e mental tremendo. Mas vale muito a pena!

Quais são as suas referências musicais?

Sinceramente, tenho muitas e nenhumas. Durante o meu percurso fui tendo contacto com muitas pessoas que me ajudaram e que foram pequenas referências numa altura, em particular. Pelo facto da minha postura ser sempre a de tentar retirar aquilo que têm de melhor, acabo por não ter nenhuma referência em especial.

Acha que o canto é uma arte em desenvolvimento?

Já existem imensas teorias e informação sobre como cantar, mas considero que sim.

Já pensou fazer uma actuação na cidade de Santarém?

Na verdade, nunca tinha pensado nisso, mas é sempre uma excelente possibilidade. Ficarei a aguardar a oportunidade certa…

Como é que vê o panorama musical da cidade?

Tenho estado demasiado por fora do que acontece em Santarém, mas tenho a clara percepção de que, aos poucos, muito se tem feito desde que deixei a cidade.

Sonha um dia criar um Coro na cidade escalabitana?

Se algum dia vier a viver na cidade, ou relativamente perto dela, é claro que sim!

Qual é a vertente da música que mais gosta? E a que mais detesta?

A vertente que mais me inspira é a música à capela, particularmente a polifonia antiga. A que mais detesto é a música pesada, por exemplo heavy metal ou trash.

Quais são os seus hobbies favoritos?

Jogos de estratégia e leitura.

Qual é para si uma viagem de sonho?

Há tantos locais lindos para se conhecer… Provavelmente, uma volta ao mundo!

Se pudesse alterar um facto na história, qual seria?

Com toda a certeza, o Holocausto.

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