A concelhia de Santarém do PCP defende a criação de um plano estratégico para a Vala da Asseca, envolvendo os municípios de Santarém e Rio Maior e o Governo, dado o “total abandono” desta linha de água.

Em comunicado, o PCP aponta a ausência de conservação das margens e o efeito da poluição, sobretudo com origem na actividade pecuária, no troço do rio Maior até ao Vale de Santarém (conhecido por Vala da Asseca), que, “ao longo de muitas décadas”, foi um local de confraternização, em especial da juventude, com a realização de piqueniques, pesca e natação”.

Para a concelhia comunista de Santarém, o plano deverá assegurar a fiscalização das entidades que utilizem a água do rio nas suas actividades ou para realização de descargas, a limitação da construção de mais equipamentos agropecuários ou industriais que constituam um factor de risco para o rio, o investimento e a aplicação de novos métodos produtivos, que não causem a degradação das suas águas, e a limpeza do leito do rio e das suas margens.

“O PCP alerta que as câmaras de Santarém e de Rio Maior, bem como o Ministério do Ambiente, não se podem desresponsabilizar das suas obrigações legais, na defesa do rio e protecção das populações”, lê-se na nota.

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