A proposta de Plano de Co-gestão do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e Monumento Natural das Pegadas dos Dinossauros de Ourém – Torres Novas, com custo estimado de 76 milhões de euros, foi ontem apresentada em Santarém.

A proposta do plano de co-gestão tem como missão promover, valorizar e proteger o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC), as suas gentes e os seus costumes.

O plano estratégico assenta em valores como a participação, a partilha e a cooperação, e tem como objectivo garantir a conservação do património natural e cultural do PNSAC.

Este projecto tem um custo estimado de 76 milhões de euros, e envolve sete municípios, 27 freguesias, duas direcções regionais de agricultura, quatro grupos de acção local e duas regiões do turismo.

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, admitiu que o projecto é “muito ambicioso”, e que já foram realizadas reuniões com várias entidades para garantir o financiamento necessário para a sua implementação.

O autarca reconheceu, contudo, que face ao elevado custo da iniciativa, é provável que nem todos os projectos incluídos possam ser concretizados.

Um dos objectivos passa por criar dinâmicas participativas e inovadoras que promovam o desenvolvimento económico e social e aumentem a visibilidade e a atractividade do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Para o efeito, os municípios e as entidades pretendem desenvolver uma série de actividades na área da promoção, comunicação e sensibilização.

Na área da promoção, o objectivo passa por recuperar uma série de infra-estruturas, promover a fixação de jovens no território, realizar festivais gastronómicos por toda a região, criar um portal com o objectivo de divulgar os diferentes tipos de equipamentos turísticas do território e ainda promover a transição climática e a neutralidade carbónica.

Ao nível da comunicação e sensibilização estão pensadas acções de formação sobre boas práticas do território e acções de educação ambiental direccionados para os mais jovens.

As entidades também têm como objectivo aproximar as populações e o público em geral ao PNSAC e fomentar não só o sentido de pertença, mas também a identificação das comunidades locais.

O desenvolvimento sustentável, a valorização dos produtos locais e o desenvolvimento do turismo foram outras das intenções mencionadas pelos municípios.

O vereador com pelouro do ambiente, Nuno Russo, referiu que o projecto é resultado de um “trabalho árduo de muitas entidades”, e que o documento tem como objectivo “defender, preservar e promover todo o território”.

A engenheira Geóloga do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas Lia Mergulhão destacou a importância deste projecto na área da conservação através de um conjunto de medidas “vocacionadas para a protecção dos diferentes espaços” da serra de Aires e candeeiros.

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, abrange parte significativa do Maciço Calcário Estremenho, que corresponde a uma zona de cotas superiores a 200 m que se destaca das áreas circundantes com altitudes que variam entre 100 e 200 m. Abrange os concelhos de Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Torres Novas. Integra o Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém – Torres Novas.

Este documento encontra-se em consulta pública até ao dia 22 de Janeiro.

Leia também...

Na região, só Sardoal se candidatou ao financiamento para limpeza da floresta

Apenas três municípios, designadamente Sardoal, Baião e Viana do Castelo, apresentaram, até ao momento, candidaturas à linha de crédito deste ano para limpeza da…

Nova estação elevatória para resolver problemas de descargas no Tejo em Alfange

A empresa municipal Águas de Santarém vai construir uma nova estação elevatória para resolver os problemas decorrentes de um ponto de descarga de esgoto…

Cientistas alertam para impacto no abastecimento de água a partir do rio Zêzere

 A qualidade do abastecimento de água da Área Metropolitana de Lisboa “pode estar seriamente comprometida” em consequência dos incêndios de 2017 junto ao rio…

Movimento proTejo vai centrar atuação na sensibilização para despoluição dos afluentes do rio

O movimento proTejo vai centrar a sua actuação este ano “na mobilização e sensibilização” dos cidadãos da bacia do Tejo para a despoluição dos…