Unidades do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) participaram na elaboração da versão portuguesa do Manual de Apoio à Aprendizagem Flexível durante a Interrupção do Ensino Regular, produzido com o apoio da UNESCO e a colaboração de 15 voluntários.

A versão portuguesa foi coordenada por Etelberto Costa, da Lifelong Learning Platform, e por Célio Marques, responsável pelo Laboratório de Inovação Pedagógica e Educação à Distância (LIED) e pela Unidade de Investigação e Desenvolvimento Techn&Art, do Instituto Politécnico de Tomar, afirma uma nota do IPT.

O manual, editado pela Organização das Nações Unidas para o Ensino, a Ciência e a Cultura (UNESCO), descreve várias estratégias flexíveis de ensino online da iniciativa “Disrupted classes, Undisrupted Learning” (Aulas interrompidas, Aprendizagem ininterrupta), do Ministério da Educação Chinês, que garantiu o ensino a mais de 270 milhões de alunos a partir de suas casas, na sequência do confinamento imposto para travar a propagação da covid-19.

Célio Marques disse à Lusa que, em resposta ao desafio lançado por Etelberto Costa, os voluntários – universitários, formadores, professores dos ensinos básico e secundário e outros profissionais de educação/formação -, que não são tradutores profissionais, procuraram tornar acessível um manual que pode ajudar professores e alunos a tirarem proveito das boas práticas que apresenta.

Para o docente do IPT, esta pandemia obrigou a uma adaptação “muito rápida”, trazendo um “conjunto de competências”, não só para o ensino, mas também para as instituições e para as empresas.

O grupo acredita que “casos práticos, exemplares e simples como os apresentados no manual, são de enorme relevância para o futuro Plano para a Transição Digital na Educação, para além de fonte de conhecimento inestimável para a actual vivência portuguesa”, afirma uma nota de divulgação do livro.

Reconhecendo que o processo de adaptação a uma nova realidade não é isento de dificuldades, Célio Marques considera que o manual e as pessoas que estiveram envolvidas na sua tradução e adaptação podem ajudar quem sinta dificuldade, nomeadamente na escolha de ferramentas e metodologias.

Além dos profissionais, o projecto envolveu organizações como a Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação e a Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (APDSI).

No caso do Politécnico de Tomar, a colaboração passou pelo envolvimento de quatro docentes do LIED e uma professora do Techn&Art.

Leia também...

Alunos do primeiro ciclo recebem ‘kits’ ambientais

Os cerca de 1.100 alunos do 1.º ciclo do concelho de Tomar…

Construção da residência de estudantes da Escola Superior de Desporto de Rio Maior arranca este mês

A construção da nova residência de estudantes do Politécnico de Santarém, em…

Unidade de Investigação do IP Santarém dinamiza conferência internacional

A Unidade de Investigação do IPSantarém (UI_IPSantarém), em conjunto com a Pró-Presidência…

Rio Maior investe 2 ME em residência para estudantes

O município de Rio Maior vai investir 2,1 milhões de euros na…