Foto de arquivo
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O prazo para os concorrentes ao ponto de ligação à rede elétrica da central a carvão do Pego, em Abrantes, se pronunciarem sobre a decisão preliminar foi de novo prorrogado, até sexta-feira.

Por despacho do secretário de Estado da Energia, João Galamba, publicado hoje na página da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), “foi prorrogado o prazo […] para pronúncia por escrito em sede de audiência prévia dos interessados, até às 23:59 do dia 04 de Março de 2022”.

O calendário inicial do concurso ao ponto de ligação à rede elétrica da central do Pego, em Abrantes, cuja produção a carvão foi encerrada em novembro de 2021, previa que os interessados contestassem a avaliação preliminar até 11 de Fevereiro, cinco dias úteis após ser conhecido o relatório, mas foi entretanto prorrogado por mais 10 dias úteis, prazo que terminou na sexta-feira passada.

“Face à elevada complexidade das matérias e da avaliação em causa, e por forma a permitir que todos os concorrentes possam, de forma fundamentada e ponderada, pronunciar-se relativamente ao relatório preliminar do Júri do Procedimento, considera-se justificada a concessão de um prazo mais alargado do que o proposto”, referia em despacho assinado o secretário de Estado adjunto e da Energia, João Galamba, no dia 10 de Fevereiro, ao final do dia.

A Endesa obteve a melhor pontuação do júri, entre as seis propostas participantes, para a reconversão da Central Termoelétrica do Pego, em Abrantes, segundo o relatório preliminar divulgado pela DGEG.

Num comunicado, a Endesa adiantou que “não tem dúvidas sobre a solidez do projeto apresentado que compreende não só a instalação de uma importante capacidade de produção renovável, mas também um plano socioeconómico de criação de valor partilhado na região”.

A proposta apresentada pela empresa espanhola que atua na distribuição de gás natural e na geração e distribuição de energia elétrica obteve uma pontuação de 3,72, batendo as propostas da Tejo Energia SA, EDP Renováveis, Greenvolt, Brookfield Ltd & Bondalti SA e Voltalia SA.

Na segunda posição ficou a Tejo Energia SA (atual proprietária da Central Termoelétrica do Pego), com 3,27.

A Greenvolt ficou em terceiro lugar, o consórcio da Brookfield Ltd & Bondalti SA em quarto, a Voltalia SA em quinto e a EDP Renováveis em último lugar.

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