Os sete homens detidos no domingo por serem suspeitos de furto e roubo de materiais de construção, electrodomésticos e metais não preciosos na Área Metropolitana de Lisboa e em Santarém ficaram sujeitos a prisão preventiva.

Em declarações à agência Lusa, a comandante da operação da Guarda Nacional Republicana (GNR) de desmantelamento desta rede organizada de roubos e furtos, capitão Vanessa Martins, disse que “os sete detidos vão aguardar julgamento em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa”.

Os sete suspeitos foram presente na segunda-feira e ao longo do dia de hoje a primeiro interrogatório no Tribunal Judicial do Barreiro, no distrito de Setúbal, e ficaram sujeitos à aplicação da medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva.

Na sequência de uma investigação policial que decorria há cerca de 10 meses, a acção realizada no domingo resultou no “desmantelamento de uma rede organizada que se dedicava ao furto e roubo de materiais de construção, electrodomésticos e metais não preciosos em edifícios em construção nos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, procedendo posteriormente à sua venda”, informou a GNR, em comunicado divulgado na segunda-feira.

“No decorrer da operação foi recuperado diverso material furtado no valor de aproximadamente 500 mil euros”, revelou o Comando Territorial de Setúbal da GNR, que procedeu à detenção dos suspeitos e apreensão dos bens, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Montijo.

Os sete homens detidos têm idades compreendidas entre os 22 e 57 anos e são suspeitos da prática destes crimes cometidos “nas localidades de Lisboa e Santarém”, indicou esta força de segurança.

No âmbito da operação policial, a GNR deu cumprimento a 12 mandados de busca, das quais oito domiciliárias e quatro em viaturas.

Entre o diverso material furtado que foi recuperado, no valor de cerca de 500 mil euros, destacam-se 205 electrométricos, 11 máquinas de lavagem à pressão, nove projectores, quatro moto-serras, quatro máquinas de corte, um ‘tablet’, um GPS, um gerador eléctrico, um aspirador industrial e centenas de metros de cabo eléctrico.

Outros dos bens recuperados são diverso material de acabamento (64 baldes de tinta, 46 caixas de chão flutuante, 42 pranchas de madeira, 120 torneiras, quatro caixas de revestimento cerâmico, 12 portas interiores, misturadoras, chuveiros, lâmpadas led, toalheiros, lavatórios de cozinha, computadores de rega, puxadores de porta, fechaduras, chuveiros, espelho de casa de banho, tomadas eléctricas), diverso mobiliário de cozinha, diversos artigos de cozinha (máquinas de sumo, raladores eléctricos, 32 trituradores, lava loiça, entre outros) e variadas ferramentas de construção civil (conversor de corrente eléctrica, serras circulares, tubos de silicone, pé de cabra, carrinhos de mão, rebarbadoras, berbequins, aparafusadoras, extensões eléctricas).

Além desse material, a GNR recuperou “1.890 euros em numerário” e realizou diversas apreensões de material usado na prática dos crimes em investigação, nomeadamente quatro veículos, um motociclo, uma espingarda de pressão de ar, uma arma eléctrica de fabrico artesanal, uma arma ‘airsoft’, duas armas brancas, vários bastões, duas balaclavas, três caixas de artigos pirotécnicos, uma mira telescópica e 16 telemóveis.

Esta operação policial contou com o reforço da estrutura de Investigação Criminal do Comando Territorial de Setúbal, do Grupo de Intervenção de Operações Especiais (GIOE) da Unidade de Intervenção (UI), da Secretaria Geral da Guarda (SGG), do Comando Territorial de Santarém e com o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP).

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