Mais de uma centena de agentes da PSP está hoje a realizar uma concentração na Praça do Município, em Santarém, em protesto por melhores condições de trabalho e salários.

O protesto dos profissionais da PSP, que tinha começado no início desta semana com a paragem dos carros de patrulha, em Lisboa, alastrou-se agora para outros pontos do país.

Os agentes da autoridade exigem aumentos salariais, valorização da profissão e melhoria das condições de trabalho.

Ao Correio do Ribatejo, o Comissário Nuno Ferreira diz que esta vigília “é um grito de revolta: É dizer um basta em relação à situação a que chegámos”.

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Os agentes queixam-se de discriminação, depois do Governo ter atribuído um suplemento de missão apenas à Polícia Judiciária. Concordam com a atribuição do suplemento, mas sublinham que devia haver equidade para todas as forças de autoridade.

“Os polícias estão descontentes. Temos, na PSP, estatuto aprovado desde 2015, mas a matéria dos suplementos remuneratórios ainda não está regulamentada”, afirmou.

Além da questão salarial, queixam-se também das más condições de trabalho, nomeadamente na frota, do material – que está obsoleto – e nos balneários das esquadras.

Para este representante do Sindicato dos Profissionais da Polícia, este protesto é uma tentativa de “construir um futuro mais seguro para Portugal”, uma vez que a melhoria das “condições socioprofissionais dos polícias”, reflecte-se “na segurança das pessoas”.

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