O Programa para revitalizar o Centro Histórico e a Ribeira de Santarém está em consulta pública até ao próximo dia 30 de Maio.
Todos nós sabemos que é mais fácil debitar o ódio no Facebook do que apresentar propostas concretas para valorizar o documento final que promete mexer, e bem, no centro histórico e na zona ribeirinha da cidade.
Assim que colocámos online a notícia da apresentação do “Centro Vivo 2025-2035” no Salão Imobiliário de Lisboa, multiplicaram- se os comentários. Dos malcriados não reza a história, mas outros querem acreditar que seja desta… Como o de uma senhora que de forma educada deixa um recado a quem gere o Município: “Estou atenta Sr. Presidente, não prometa o que não pode fazer. Vamos com cautela, para que depois não lhe chamem nomes, ok? Felicidades”.
Não lhe podemos chamar um contributo que acrescente alguma ideia ao conteúdo do programa, mas alerta a classe política para um cansaço generalizado de ver muitos projectos apresentados com pompa e circunstância fechados em gavetas à espera da luz do dia. Veja-se o antigo campo da feira, por exemplo.
Estive na FIL na apresentação de um plano para a cidade a dez anos. Gostei da apresentação, da forma confiante como foi feita e do seu conteúdo. E não, descansem os descrentes, não me sinto enganado. Estou como o professor José Alberto Pereira sugeriu neste Jornal, na edição de 24 de Abril, sobre gente que faz a diferença: “fundamentalmente o que aqui interessa é criar uma força interior que nos motive a todos, uma união patriótica em torno dos nossos feitos do presente, alicerçados no passado e projectados no futuro.
Porque por muito má que seja a conjuntura, qualquer conjuntura, existe sempre uma luz positiva e uma chama de esperança que nos motiva a avançar contra os embaixadores do pessimismo, que nos impele a vencer e a criar o sucesso pelas nossas próprias mãos.”
De qualquer das formas, o “Centro Vivo 2025-2035” é um plano a dez anos. Poderão o Centro Histórico e a Ribeira esperar tanto?
O presidente da Câmara, na apresentação do programa, afirmou tratar-se de “um compromisso” e não de “um plano teórico”, defendendo que o objectivo é “voltar a ter um Centro Histórico vivido, com mais pessoas, mais actividade e mais uso no dia-a-dia”. Será desenvolvido por fases, consoante a disponibilidade de financiamento, combinando fundos comunitários, com investimento municipal e muito investimento privado.
E termino com mais uma tirada respigada do tribunal popular sem contraditório que são as redes sociais: “Aos críticos um desafio: contribuam para tornar Santarém melhor!”
Até 30 de Maio a autarquia convida a população a apresentar sugestões. Aproveite, seja cidadão e acrescente, mesmo criticando.
