O PSD questionou hoje o primeiro-ministro sobre a ausência, no investimento anunciado segunda-feira, de solução para o tráfego “causado pelos milhares de camiões com resíduos perigosos que se dirigem ao Eco Parque do Relvão, na Chamusca”.

Numa pergunta entregue no parlamento e que tem por primeiro subscritor o deputado Duarte Marques, eleito por Santarém, o PSD lamenta que, no anúncio do investimento de 500 milhões de euros “em múltiplas pequenas obras rodoviárias um pouco por todo o país”, não esteja incluída a conclusão do IC3 e a sua ligação à A13.

Para os deputados, o que “mais surpreende é que este é um dos casos em que uma intervenção do Governo na construção de uma via rodoviária cumpriria todos os critérios” referidos por António Costa aquando do anúncio da aceitação de Bruxelas em que haja financiamento para novas estradas em Portugal.

Recordando as declarações do primeiro-ministro na sessão de apresentação dos investimentos em infra-estruturas previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), os deputados social-democratas declaram a sua concordância com as afirmações como a de que “o país tem de optimizar a sua rede viária, dotar o território de boas ligações transfronteiriças e conferir às áreas de localização empresarial condições de competitividade”.

“Os deputados do PSD também subscrevem as palavras de V.Exa. quando diz que estas obras rodoviárias cumprem o objectivo estratégico de redução das emissões de gases com efeito estufa ‘ao encurtarem-se distâncias e ao desviar-se dos centros urbanos grande parte do tráfego que continua a prejudicar a qualidade de vida’ dos cidadãos, e de que algumas intervenções são pequenas grandes obras que transformam radicalmente um território”, escrevem.

Os deputados lembram que a conclusão do IC3 entre Almeirim e o acesso à A13 em Vila Nova da Barquinha permitiria desviar o trânsito dos centros urbanos, o que “mudaria a qualidade de vida dos cidadãos, em particular de vilas como a Chamusca, Almeirim, Alpiarça e Golegã”, num investimento “com impacto na transformação do território” e que iria “conferir competitividade às localizações empresariais”.

Por isso, afirmam, a sua exclusão, “além de uma tremenda injustiça para estas populações e para este território”, é “uma verdadeira contradição com as justificações apresentadas, e bem, junto da Comissão Europeia e divulgadas publicamente”, acrescentam.

Nas questões colocadas a António Costa, os deputados perguntam, nomeadamente, se o Governo está “disposto a alterar a proposta de PRR e passar a incluir a conclusão do IC3 ou outra solução para os acessos ao ECO Parque do Relvão localizado no concelho da Chamusca”.

Caso assim não seja, questionam se o Governo pretende incluir esse investimento no próximo Programa Quadro Plurianual PT2030 ou, se assim também não for, se está disponível para recorrer ao Orçamento do Estado para financiar a conclusão do IC3.

Referindo-se a outra obra reclamada para o distrito, a conclusão da intercepção da A1 com o IC9 em Fátima, “vias principais e estruturantes que, actualmente se cruzam mas não se interceptam provocando fluxos de trânsito evitáveis e que congestionam um dos principais polos turísticos do país”, perguntam “por que via pretende o Governo executar” esta obra e quando.

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