Assinalaram-se esta manhã, dia 03 de abril, os 34 anos da morte do Capitão Salgueiro Maia, com uma homenagem junto ao Jardim dos Cravos, em Santarém. A iniciativa, realizada pela Câmara Municipal em parceria com o Exército Português, evocou “uma das figuras centrais da Revolução de 1974”.
“A alavanca do comportamento do Capitão Salgueiro Maia, dos cinco mil militares e do povo que participou no 25 de abril de 1974 foi o amor a Portugal, aos portugueses, aos povos africanos e à paz. Quando o amor é a alma da vida, só a paz pode ser a sua consequência”, evidenciou o Coronel Andrade da Silva, presidente da Associação Salgueiro Maia.
O ato heroico do Capitão de Abril e daqueles que conspiraram e arriscaram a própria vida para que a Revolução fosse possível, permitiu “a possibilidade de um povo inteiro crescer e viver num país de liberdade”, sublinhou Berta Pereira, representante das comemorações populares do 25 de abril.
Já o vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém, Emanuel Campos, evocou a memória do Capitão Salgueiro Maia, recordando-o como um jovem com “dúvidas e medos”, mas que, aos 29 anos, tomou a decisão de sair com a coluna militar da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, rumo ao Terreiro do Paço e à liberdade.
Num mundo dominado pelo medo e pela incerteza, o autarca defendeu a necessidade de “pensar com clareza”, tal como o Capitão de Abril, lançando um apelo aos jovens scalabitanos para participarem ativamente na vida social e política do Município.
Nesse sentido, Emanuel Campos recordou o papel do Orçamento Participativo Jovem, como um espaço “onde as ideias não ficam na gaveta” e transformam-se em “projetos, decisões e impacto real”.
“Acreditamos que os jovens devem ter um papel ativo na construção do território. É por isso que este ano o Município vai implementar o Orçamento Participativo Jovem, um instrumento concreto, com uma verba dedicada, que permitirá aos jovens apresentarem propostas e vê-las tornar-se realidade”, afirmou, destacando que este mecanismo participativo será “um convite à responsabilidade e imaginação”.
A cerimónia contou com a presença de várias personalidades, entidades locais e populares que deixaram coroas de flores e cravos junto à estátua do militar, tendo sido ainda entoada a canção “Grândola, Vila Morena”, da autoria de José Afonso.
O momento simbólico inseriu-se nas comemorações dos 52 anos da Revolução dos Cravos, que este ano contempla um programa de iniciativas culturais que inclui música, teatro e literatura. As atividades, que celebram a liberdade e a democracia, decorrem até ao dia 09 de maio.






