Santarém perdeu 12 mil eleitores

Com o recenseamento eleitoral suspenso desde 07 de Agosto e até à data do sufrágio, como impõe a lei, no 60.o dia que antecede cada eleição, o número total de cidadãos recenseados e habilitados a votar é de 10.811.436, mais 50.280 do que nas recentes eleições europeias de 26 de Maio.

Em 14 distritos houve uma baixa do número de eleitores recenseados, sendo que, em Santarém se verifica um dos recuos mais pronunciados, na casa dos 12.000, além de Coimbra e Castelo Branco, a rondar menos 11.000 eleitores.

Segundo o mapa oficial hoje publicado em Diário da República, nas eleições legislativas de 06 de Outubro o distrito da capital do país vai ter em disputa 48 assentos no hemiciclo de São Bento em vez dos anteriores 47 e no Porto o total de mandatos passou de 39 para 40.

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Comparando com o número de eleitores das últimas legislativas, em Lisboa verificou-se um acréscimo de cerca de 20.000 eleitores e no Porto esse aumento foi de 3.433 cidadãos aptos a votar.

Desde há quatro anos, regista-se uma subida de 1.128.613 cidadãos com capacidade eleitoral activa, em virtude do recenseamento automático no estrangeiro. Em relação a 2015, só nos círculos da Europa e de Fora da Europa, o número de eleitores aumentou de 78.253 para 895.515 e de 164.273 para 570.435, respectivamente.

O processo de recenseamento automático de eleitores residentes no estrangeiro decorreu de uma alteração legal, aprovada pela Assembleia da República em 2018, e resultou num aumento do número de eleitores, aos quais basta possuir o cartão de cidadão para poderem votar.

Os residentes no estrangeiro podem optar entre o voto por correspondência, definido por princípio, ou presencialmente, nas instalações consulares, expressa essa preferência pelo cidadão e a introdução da matriz em braille para os deficientes visuais foi outra alteração prevista na lei, sendo estes boletins especiais igualmente produzidos pela Imprensa Nacional Casa da Moeda.

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