O Município de Santarém vais elaborar uma candidatura, em parceria com a Associação Comercial, Empresarial e Serviços (ACES), ao programa ‘Bairros Comerciais Digitais’, uma medida do PRR para alcançar os objectivos da transição digital na economia com enfoque na Transição Digital, com um valor associado de 450 milhões de euros.

Os investimentos previstos abrangem a conectividade e a infra-estrutura digital local para melhor acesso à internet por wi-fi nestas zonas comerciais. A experiência digital do público em geral também pode ser potenciada com recurso a várias outras tecnologias como ‘beacons’ que interagem com o telemóvel do consumidor ou ‘mupis’ interactivos.

Segundo a proposta da Divisão de Desenvolvimento Económico da autarquia, a que o Correio do Ribatejo teve acesso, este plano “concretiza uma oportunidade de resposta ao desafio da Transformação Digital envolvendo as áreas sectoriais da Economia e da Transição Digital, Emprego, Internacionalização e Modernização do Estado, investimentos na Capacitação Digital das Empresas, entre outras”.

Assim, o programa visará contribuir para a dinamização dos sectores do comércio e dos serviços, propondo-se apoiar a criação destes Bairros Digitais (vulgo Bairros) “através do financiamento com dotações específicas para aplicações e investimentos em tecnologia digital, bem como na valorização da evidência física associada à digitalização dos espaços e serviços”.

O valor das candidaturas a apresentar situar-se-á entre os 50.000€ e os 2.000.000,00 com um financiamento máximo de 100%, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência e está também prevista a harmonização urbanística dos espaços com a experiência digital, a integração de soluções tecnológicas de gestão de entrega de encomendas e a adoção de meios de pagamento electrónicos, de forma a digitalizar a experiência de consumo, assim como a própria alavancagem digital dos modelos de negócio.

“Pretende-se que o modo como o território é gerido e ordenado considere a noção de bairros comerciais ou equivalente, por forma a dinamizar tais áreas e a promover a coesão territorial. Esta medida é particularmente relevante devido às consequências económicas e sociais da conjuntura pandémica, particularmente dura para um tecido empresarial composto por micro e pequenas empresas, muitas das quais de gestão familiar, cuja capacidade de investimento nem sempre é suficiente, nem corresponde ao valor acrescentado que as mesmas podem aportar às comunidades onde se inserem. A digitalização dos bairros comerciais, considerando os seus operadores económicos e institucionais, contribuirá de igual modo para fomentar a actividade de empresas que actuem em zonas adjacentes”, lê-se no PRR submetido a Bruxelas.

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