A prova de Expressão e Comunicação, que decorreu no auditório Luís Eugénio Filipe, na sede da Sociedade Filarmónica Incrível Pontevelense, no dia 27 de Agosto, às 21h30, integra o conjunto de provas que os jovens têm de cumprir até à subida final ao palco da Gala de Eleição Rei e Rainha das Vindimas do Concelho do Cartaxo.

Apesar dos “nervos à flor da pele”, a interpretação dos jovens foi exemplar e mostrou a capacidade de superação e o enorme empenho com que cada um representa a sua freguesia. Perante uma plateia constituída, em grande parte, por familiares e amigos, os jovens e as jovens fizeram do tema escolhido pela Câmara Municipal do Cartaxo, em parceria com as juntas de freguesia – O Tejo aqui tão perto… – a razão para seis extraordinárias prestações.

Interpretações levaram a plateia por seis viagens no tempo e deixaram um apelo comum – a necessidade de proteger o Rio Tejo e a Vala Real

Maria Inês Messias candidata da freguesia de Valada, foi a primeira a ocupar o palco. A praia de Valada foi o cenário escolhido para uma conversa divertida que fez da comédia o instrumento dramático para abordar um tema muito sério, as transformações do Rio Tejo ao longo dos anos. Da memória de águas límpidas e ricas em peixe, à poluição dos dias actuais, o Rio Tejo foi o fio condutor de uma viagem no tempo que lembrou, por exemplo, como o trabalho no rio marcava os diferentes papéis sociais que a mulher e o homem assumiam na comunidade.

Em representação da freguesia de Vale da Pedra, Patrícia Frazão subiu ao palco para se dividir em duas personagens diferentes. A primeira, fala-nos de Vale da Pedra no fim do século XX – uma pescadora no seu barco relembra a grandiosidade e importância da Vala Real noutros tempos, reflectindo sobre o seu estado actual e como esta se tem vindo a degradar. A segunda, uma personagem dos tempos actuais, reflecte sobre a ligação da comunidade ao Tejo, mesmo nos momentos em que este colocou à prova a sua resiliência. A candidata terminou com o apelo para que “regressem ao Tejo, para que o Tejo que estava aqui muito antes de nós, fique aqui por muitos anos”.

Os candidatos da freguesia de Pontével apresentaram as suas reflexões a partir de um lugar típico – a Taberna da Cova Funda. Da conversa entre os pescadores que chegaram para um “copinho” ao fim do dia de trabalho e a taberneira, o Rio Tejo e os problemas que o afectam foram apresentados num texto ora divertido, ora dramático. O candidato João Miguel Mateus interpretou um pescador e a candidata Francisca Paulos, a neta da taberneira, jovem informada, que apresentou problemas do rio, como a salinização das suas águas ou a ameaça de espécies invasoras, como o peixe-gato.

A Maria Beatriz Antunes e o Rafael Tristão, candidatos da União de Freguesias do Cartaxo e Vale da Pinta, apresentaram-se num cenário bem tradicional, a Feira de Todos os Santos. Com música, canções e interpretações bem divertidas, refletiram sobre as suas preocupações através de um diálogo com uma padeira intrometida e com os seus clientes. Como mensagem principal, deixaram o apelo à protecção do Rio Tejo e à consciencialização de que os problemas ambientais que enfrenta actualmente, afetam a subsistência de toda a comunidade, hoje e no futuro.

O centenário do Parque Mayer inspirou os candidatos da União de Freguesias de Ereira e Lapa, Diana Gomes e Vasco Mota, para dar corpo a um número de revista. O Tejo Antigo e o Tejo Moderno entraram em palco para apresentar os seus argumentos. Os candidatos procuraram, através da comédia, mas também do drama, lembrar a história do Rio Tejo desde o século XIX até aos dias de hoje, perspectivando o seu futuro e deixando o apelo à sua defesa intransigente, para que o Tejo do Futuro, possa persistir.

Da freguesia de Vila Chã de Ourique, esteve em palco o candidato João Miguel Marques, enquanto a candidata Joana Ramalho, a quem foi impossível estar presente, se apresentou em vídeo, num trabalho que teve como factor de união, um poema original da candidata – Água Fria do Meu Tejo. Separados na distância, as duas personagens lembraram o amor um pelo outro, a sua juventude, sempre a partir das suas memórias vividas à beira Tejo. Os dias que passam distantes um do outro, serviram também para mostrar o Rio Rejo de hoje, os problemas ambientais que enfrenta e que colocam em causa não só a sua sobrevivência, mas também a da comunidade ribeirinha.

Processo de Eleição do Rei e Rainha das Vindimas integra três momentos de avaliação

Os jovens são avaliados em quatro momentos, a Prova de Expressão e Comunicação; a Prova de Conhecimentos, uma prova escrita sobre o tema “Cartaxo, Território Vinhateiro”; a prova “Visitem a Minha Freguesia”, uma prova de vídeo e, por último, a sua prestação ao longo da Gala de Eleição – que este ano terá lugar nas Piscinas Municipais do Cartaxo, no dia 17 de setembro, às 21h30, na qual desfilarão em traje casual, regional e de noite.

Na edição deste ano, a avaliação dos jovens e das jovens é conduzida por um júri que integra profissionais com longa experiência em áreas que vão do jornalismo à moda ou às artes e que é constituído por – João Paulo Narciso, jornalista e director do jornal Correio do Ribatejo; Fernanda Narciso, artista plástica e atriz; Graça Vinagre, consultora de imagem e empresária de moda; Berta Pereira, Mestre em Educação Artística; Jorge Blanco, técnico de comunicação no Município da Azambuja e colaborador directo de Vitor de Sousa, criador da Eleição Rainha das Vindimas do Concelho do Cartaxo.

Para além da eleição do Rei e da Rainha das Vindimas, na Gala serão ainda conhecidos os pajens e as damas de honor. Em homenagem ao saudoso criador do evento, será também entregue o Prémio Vitor de Sousa, prémio que é atribuído pelos próprios concorrentes, ao candidato e à candidata que se destacam pela simpatia e companheirismo ao longo do percurso que os jovens fazem em conjunto.

Em 2022, será ainda atribuído um outro prémio – o Prémio Fotogenia. Este prémio será atribuído por um fotógrafo profissional, indicado pela comissão organizadora do evento e que vai acompanhar os jovens ao longo do seu percurso.

As provas que contam para a avaliação final, procuram promover a construção de competências pessoais, tanto quanto de novas aprendizagens dos jovens – contribuem para aprofundar o seu conhecimento da realidade social, económica e cultural do concelho e das freguesias, desenvolvem a sua capacidade de expressão e de comunicação em público, a orientação para resultados e o cumprimento de objetivos comuns, tanto quanto fornecem ferramentas para o trabalho em equipa.

A par da construção de autoestima e de capacidade para responder assertivamente a novos desafios, as provas são também uma oportunidade para os jovens refletirem de modo crítico sobre o mundo que os rodeia e de aprofundarem a sua ligação às raízes culturais, sociais e económicas que a vitivinicultura tem no concelho.

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