O presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Luís Filipe Santana Dias, afirmou que o fenómeno meteorológico extremo que atingiu o país teve “particular gravidade” no concelho, provocando danos relevantes em infra-estruturas e no espaço urbano, mas sem registo de vítimas graves.

Numa comunicação pública dirigida à população, o autarca sublinha que a resposta da Protecção Civil municipal funcionou de forma articulada e planeada, com preparação prévia do dispositivo de emergência, encerramento preventivo de zonas de risco, mobilização de equipas e meios operacionais e activação dos planos de resposta definidos.

De acordo com a informação do autarca, o balanço humano do episódio resume-se a um ferido ligeiro, provocado pelo arrastamento de uma estrutura de cobertura, não havendo registo de mais vítimas. “Apesar da extrema gravidade do ocorrido, apenas tivemos um ferido leve. Não há mais vítimas de qualquer tipo a registar”, refere o presidente da autarquia.

Na manhã de 28 de Janeiro, a cidade apresentava danos materiais significativos, mas com as principais vias de circulação transitáveis, as maiores situações de risco mitigadas e os serviços essenciais a serem progressivamente repostos. O autarca destaca que esse resultado foi possível “devido ao trabalho de muitas dezenas de pessoas”, envolvidas na resposta operacional e na fase de emergência.

Ultrapassado o período mais crítico, o município entrou agora numa fase de recuperação e reconstrução, com prioridades definidas. Entre as primeiras intervenções está a resolução dos problemas de abastecimento de água, causados pela falta de fornecimento de energia eléctrica em alguns pontos do concelho, através de equipamentos adquiridos preventivamente para esse efeito. Segue-se a recuperação de infra-estruturas danificadas e a reposição da normalidade no espaço público.

Segundo Luís Filipe Santana Dias, todas as equipas permanecem em actividade, com trabalhos em curso nas áreas da reposição de serviços básicos, limpeza urbana, corte e remoção de árvores, retirada de estruturas afectadas e estabilização de zonas danificadas, prevendo-se “dias e tempos longos de trabalho” na fase de recuperação do território.

Na mesma comunicação, o presidente da autarquia deixou um agradecimento público aos Bombeiros Voluntários de Rio Maior, aos trabalhadores do Município, às juntas de freguesia, à equipa de sapadores da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, aos voluntários da associação Amigos da Floresta de São Sebastião, à Cruz Vermelha Portuguesa, à Guarda Nacional Republicana e aos vários voluntários que participaram nas operações de resposta e recuperação.

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