Com a presença de cerca de oito dezenas de participantes, oriundos de vários pontos do país, Tomar evocou no passado sábado a figura de D. Gualdim Pais, no dia em que passaram 823 anos sobre a sua morte, ocorrida a 13 de Outubro de 1195. A iniciativa, dinamizada pelo Município em parceria com várias entidades, integrou-se nas celebrações do nono centenário do nascimento do fundador do Castelo Templário que, sob o título genérico de Jornadas Gualdinianas, têm vindo a decorrer em vários dos locais por onde passou ao longo da sua vida, começando por Barcelos, que documentos recentemente estudados apontam como possível local de nascimento.

Com um sol resplandecente a incidir sobre a estátua que os tomarenses erigiram em sua homenagem no século passado, a acção teve início às 11 horas da manhã, na Praça da República, onde Carlos Trincão fez um primeiro enquadramento antes de levar os participantes num périplo que atravessou uma das ruas mais antigas de Tomar (Pé da Costa de Baixo, ou seja, a rua do sopé da encosta do castelo) em direcção à entrada da Mata e daí à igreja de Santa Maria dos Olivais, panteão templário que abriga o túmulo de D. Gualdim, e onde se lhe juntaram as preleções de Joaquim Nunes e Ernesto Jana.

Da parte da tarde, os passos dos participantes no encontro dirigiram-se àquele que é hoje um conjunto monumental Património da Humanidade, mas que começou a ser construído em 1160, por ordem do mestre, que trinta anos depois, apesar da idade avançada, ali resistiu heroicamente ao cerco dos mouros, num episódio decisivo para a reconquista. No Castelo Templário e na Charola do Convento, Ernesto Jana teve oportunidade de salientar a importância do papel de Gualdim Pais nesse processo que seria também determinante para o nascimento da vila, hoje cidade, de Tomar.

E porque a melhor forma de preservar a memória é registá-la, houve ainda oportunidade para a apresentação de dois livros dedicados a esta temática: “O Mestre Templário na Fundação de Portugal” de Joaquim Nunes e “O Fronteiro de Deus – A vida heróica de Gualdim Pais, o maior monge-guerreiro de Portugal” de Fernando Pinheiro.

Tudo isto complementado com demonstrações de esgrima e de danças medievais pela associação Thomar Honoris que, cada vez mais, vai elevando a qualidade das suas intervenções de reconstituição histórica.

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