Foto de arquivo
Foto de arquivo

Os trabalhadores da Nobre Alimentação, em Rio Maior, estarão em greve no dia 03 de março, devido à recusa da empresa em negociar o caderno reivindicativo apesar das 17 jornadas de greve realizadas em 2024.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos (SINTAB) após o último plenário em que decidiram a “intensificação da luta pelo direito à negociação do seu caderno reivindicativo”.

O dirigente sindical do SINTAB responsável pelo processo, Diogo Lopes, disse à agência Lusa ter havido uma reunião com a administração da empresa, em que foi “apresentado o caderno reivindicativo para 2025”, mas a direção da Nobre informou que “não está disponível este ano para qualquer negociação”.

A posição da empresa, localizada em Rio Maior, no distrito de Santarém, levou os trabalhadores a decidirem “dar continuidade à luta” que já tinham iniciado em fevereiro de 2023 e que somou, até dezembro de 2024, 17 greves.

Os trabalhadores contestavam a falta de resposta ao caderno reivindicativo em que exigiam um aumento salarial de 150 euros, a valorização do subsídio de refeição e do trabalho noturno, a implementação de diuturnidades, direito a 25 dias de férias e o fim do recurso à contratação precária, entre outras reivindicações.

No caderno reivindicativo para 2025 os trabalhadores mantêm o aumento salarial de 150 euros, mas reivindicam “um aumento superior no subsídio de alimentação e uma alteração no valor das diuturnidades, que a empresa tinha deixado de pagar em 2016, quando houve a caducidade do contrato e voltou a implementar o ano passado, mas não nos valores que deviam ser praticados”, explicou Diogo Lopes.

De acordo com o sindicalista, os trabalhadores pretendem o aumento do subsídios de refeição dos atuais 5,50 euros para oito euros e, no caso da diuturnidades um aumento de cerca de cinco euros.

Em comunicado o sindicato acusou a administração da empresa de “transmitir aos trabalhadores informações erradas sobre o trabalho e a representatividade do SINTAB” e de ter decidido “negar o direito a crédito de horas às delegadas sindicais do SINTAB, assim como à dirigente da União dos Sindicatos de Santarém”.

“Já foi pedido um parecer à Autoridade para as Condições do Trabalho [ACT]”, disse Diogo Lopes, admitindo que o sindicato deverá avançar com uma ação em tribunal.

Contactada pela agência Lusa, a Nobre Alimentação afirmou estar atenta “às necessidades” dos colaboradores e manter “reuniões frequentes e construtivas com os sindicatos para abordar as questões em causa de forma positiva e transparente”. Na resposta enviada por ‘email’ a empresa reiterou o compromisso de “dar continuidade a este diálogo regular, procurando, em conjunto, encontrar o caminho mais equilibrado para o futuro.”

Leia também...

Startup Santarém ajuda a configurar proposta de valor das empresas

No âmbito do seu apoio ao empreendedorismo, a Startup Santarém realiza no dia 28 de Fevereiro, pelas 17h00, um encontro de networking empresarial para…

Município de Santarém apoia substituição da cobertura da sede do Centro de Cultura, Recreio e Desporto Moçarriense

O Município de Santarém aprovou em Reunião de Câmara, no passado dia 22 de Janeiro, a atribuição de um apoio financeiro no valor de…

Maternidade do CHMT obtém financiamento de €229.000 para modernização e humanização do parto

A Maternidade e Bloco de Partos do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), localizada na Unidade de Abrantes, vai receber um financiamento de mais…

Médio Tejo reforça aposta na mobilidade sustentável com novos investimentos

Mobilidade sustentável e coesão social e territorial são “aposta estratégica de continuidade” da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, que anunciou hoje um investimento…