Trabalhadores da União das Misericórdias reúnem-se Fátima por melhores salários

Os trabalhadores da União das Misericórdias vão reunir-se em plenário no sábado para discutir aumentos salariais, revisão do acordo de empresa e pagamento do trabalho em dia feriado, estando prevista a entrega de uma moção à direcção.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) anuncia que estes trabalhadores vão realizar um plenário em Fátima, durante a manhã de sábado, entre as 10:30 e as 12:00.

Um dos motivos do plenário são os aumentos salariais, já que, segundo CESP, os vencimentos pagos aos trabalhadores de apoio, como ajudantes de lar, auxiliares de acção médica, cozinha, limpeza ou lavandaria, “são 600 euros por força do aumento do salário mínimo nacional”.

“Diariamente, estes trabalhadores desempenham, com zelo, a sua tarefa de cuidado aos utentes, muitos completamente dependentes e internos da instituição, têm cinco, 10, 15, 20, 25 anos de trabalho na instituição e não vêm valorizada a sua carreira e percurso profissional”, refere o sindicato.

Por outro lado, adianta que os trabalhadores da UMP aguardam desde Outubro uma resposta à proposta de revisão do acordo de empresa, que garanta o aumento dos salários e a normal progressão na carreira.

“Importa realçar que os salários dos trabalhadores não são revistos há vários anos, por recusa em discutir esta matéria por parte da UMP”, critica o CESP, acrescentando que a União das Misericórdias é financiada pelo Estado e tem “beneficiado da revisão dos protocolos de cooperação (…), não repercutindo essas actualizações nos salários dos trabalhadores”.

Além disto, os trabalhadores da UMP exigem também ser “devidamente compensados pelo trabalho que prestam nos feriados”, uma vez que “estão obrigados a trabalhar nos feriados e nos dias festivos” e “por cada dois feriados trabalhados ficam com o direito a descansar um dia ou recebem o valor correspondente a meio dia de trabalho”.

De acordo com o sindicato, estes trabalhadores “não são devidamente compensados pelas horas de trabalho que prestam a mais nos dias feriados nem devidamente compensados pelas horas de descanso e em família que não tiveram”.

No decorrer do plenário será discutida uma moção que, a ser aprovada, será depois entregue à direcção da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), cuja Assembleia Geral também estar reunida em Fátima.

No plenário vão estar presentes o secretário-geral da Confederação-geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-In), Arménio Carlos, o coordenador da União dos Sindicatos do Distrito de Santarém, Rui Aldeano, e a presidente do CESP, Isabel Camarinha.

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