Trabalhadores do entreposto do Lidl do Porto Alto, no concelho de Benavente, estão esta segunda-feira, 20 de Julho, em greve, protestando contra a decisão da empresa de tornar definitiva a redução de horário proposta em maio como temporária.
Contactado pela Lusa, o Lidl Portugal afirma que “a proposta de redução de carga horária foi colocada logo à partida como sendo definitiva”, tendo sido aceite individualmente pelos trabalhadores.
Ivo Santos, do Sindicato do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, disse à Lusa que 36 dos 50 trabalhadores deste entreposto de produtos não alimentares do Lidl, estão em piquete desde as 08:00 junto às instalações, depois de ter sido recusada uma reunião para discutir a decisão da empresa, a qual, disse, representa uma redução salarial de 150 euros mensais.
Segundo o sindicalista, os trabalhadores aceitaram a redução de 40 para 32 horas semanais proposta em maio, porque a medida lhes foi apresentada como sendo temporária e única forma de evitar despedimentos.
“A passagem a definitiva tem consequências salariais, com perdas de rendimentos que são significativas para estes trabalhadores”, disse Ivo Santos.
A fonte adiantou que, tendo em conta a recusa de reunião por parte da direcção de recursos humanos da empresa, foi solicitada a intervenção do Ministério do Trabalho, estando agendada uma reunião para a manhã da próxima quarta-feira.
Na resposta à Lusa, o Lidl Portugal assegura que “cumpre integralmente com as suas obrigações legais e convencionais”, declarando “surpresa” com a convocação da greve e sublinhando que “oferece condições de trabalho de excelência no sector”.
“Ao longo dos últimos meses, o Lidl Portugal tem adaptado a gestão da sua operação ao actual contexto de pandemia, neste caso em particular foi necessário proceder a ajustes no horário dos seus colaboradores no armazém de Porto Alto”, afirma.
Segundo a empresa, o entreposto do Porto Alto “apresenta uma realidade distinta dos demais, por ser tratar de um armazém exclusivamente de artigos não alimentares”, pelo que a proposta de redução de carga horária “foi colocada logo à partida como sendo definitiva e aceite pelos colaboradores em carácter individual”.