O Tribunal da Concorrência, em Santarém, iniciou esta segunda-feira, 6 de Janeiro, as audiências preliminares das acções interpostas por empresas que compraram camiões aos fabricantes condenados, em 2016 e 2017, pela Comissão Europeia, por concertação de preços de vendas durante 14 anos.

Nas primeiras audiências, realizadas hoje, o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (TCRS) decidiu, para já, apensar os processos que reclamam indemnizações da Volvo/Renault, admitindo fonte judicial, contactada pela Lusa, que possa vir a acontecer o mesmo com as acções movidas contra a DAF, a Daimler, a Iveco, a MAN e a Scania.

Em causa está a reclamação de milhões de euros em indemnizações, na sequência da condenação da Comissão Europeia por cartelização de preços praticada na venda de camiões novos entre 1997 e 2011.

Além das coimas aplicadas em 2017, num total de 3,8 mil milhões de euros por violação das regras da concorrência da União Europeia, os fabricantes podem vir a ter que indemnizar os compradores que reclamarem a tempo.

Cerca de 70 acções deram já entrada no TCRS, mas outras poderão ainda ser colocadas, tendo em conta que a nota de ilicitude da Comissão Europeia é de Julho de 2016 e a decisão final de Abril de 2017, disse a fonte, admitindo que o Tribunal possa vir a considerar como limite a data da multa à Scania, Setembro de 2017.

Os processos só podem ser movidos se não tiverem passado mais de 20 anos sobre a prática dos factos nem mais de três após conhecimento da decisão, adiantou.

As acções que estão a dar entrada no TCRS são “uma pequena parte”, já que “a grande maioria das empresas lesadas” se juntaram aos processos que correram na Alemanha e na Holanda, disse.

Em 19 de Julho de 2017 a Comissão Europeia aplicou uma multa de quase 2,93 mil milhões de euros a cinco dos principais construtores de camiões – as alemãs MAN (subsidiária da Volkswagen) e Daimler, a sueco-francesa Volvo/Renault, a holandesa DAF e a italiana Iveco – por 14 anos de práticas de cartelização de preços, a que se juntou, em Setembro, a sueca Scania.

A comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, disse, na altura, que, “durante 14 anos, estas sociedades negociaram preços e as repercussões dos custos de conformidade com as normas ambientais sobre os clientes”, violando as regras de concorrência da União Europeia.

A MAN ficou isenta de uma multa de cerca de 1,2 mil milhões de euros por ter colaborado com a investigação de Bruxelas, cabendo à Daimler a maior fatia dos 2,93 mil milhões euros de multa: 1,008 mil milhões.

A DAF foi multada em 752 milhões, a Volvo/Renault em 670 milhões, a Iveco em 495 milhões e a Scania em 880,5 milhões de euros.

Leia também...

Bombeiros Municipais do Cartaxo estão em Monchique desde domingo

Elementos do Corpo de Bombeiros Municipais do Cartaxo e um veículo de combate a incêndios florestais estão em Monchique desde domingo. Os Bombeiros Municipais…

Homem de 52 anos detido por agredir mãe em Salvaterra de Magos

Um homem de 52 anos foi detido no concelho de Salvaterra de Magos, por ser suspeito dos crimes de violência doméstica e extorsão, praticados…

Emanuel Mendes apresenta livro “Nunca Pares” em Benavente

O autor vai apresentar o livro “Nunca Pares” na Biblioteca Municipal de Benavente, na próxima sexta-feira, dia 26 de Maio. A Biblioteca Municipal de…

Biblioteca Braamcamp Freire assinala 100 anos e Município anuncia requalificação em duas fases

A Biblioteca Braamcamp Freire, referência maior da vida cultural e intelectual de Santarém assinalou, na passada segunda-feira, 100 anos de existência ao serviço do…